TCE-MT identifica alta em obras paralisadas, mas aprova contas do Governo de Mato Grosso relativas a 2025

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais do Governo do Estado relativas ao exercício de 2025. Apresentado nesta quarta-feira pelo relator, conselheiro José Carlos Novelli, o voto confirmou o cumprimento dos limites e percentuais constitucionais por parte do Poder Executivo, resultando na expedição de 15 determinações e 25 recomendações ao governo.

Apesar da aprovação técnica, o levantamento extraído do Sistema Radar de Controle Público revelou um crescimento expressivo no número de construções e reformas interrompidas no território mato-grossense.

Em 31 de dezembro de 2025, o estado contabilizava 85 obras paralisadas, ante 59 registradas ao final de 2024 e 61 no encerramento de 2023. O salto representa um aumento de mais de 44% na paralisação de investimentos públicos no período recente.

Alertas na Saúde, Educação e Infraestrutura

O relator ressaltou que a paralisação afeta equipamentos estratégicos para a prestação de serviços essenciais à população mato-grossense:

  • Saúde Pública: Atrasos na entrega das obras dos Hospitais Regionais de Juína, Alta Floresta, Araguaia (em Confresa) e Tangará da Serra, todos com previsão original de conclusão para 2025;

  • Gargalos nas Secretarias: Recomendação direta ao Poder Executivo para mitigar as causas de paralisação nas pastas de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e de Educação (Seduc);

  • Malha Rodoviária: Alerta do TCE quanto ao desempenho do estado no indicador de Qualidade de Rodovias do Ranking de Competitividade dos Estados, no qual Mato Grosso ocupa atualmente a 17ª posição nacional.

O conselheiro Novelli enfatizou em seu parecer a necessidade de ações corretivas urgentes pelas secretarias para evitar o desperdício de recursos públicos e garantir a conclusão das estruturas hospitalares e viárias.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia