Doenças cardiovasculares provocam mais de 27 mil mortes em Mato Grosso desde 2021, aponta levantamento da SES-MT

As doenças cardiovasculares foram responsáveis por um total de 27.777 mortes em Mato Grosso entre o ano de 2021 e os primeiros oito meses de 2026, de acordo com levantamento oficial divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O balanço consolida dados sobre diferentes complicações do aparelho circulatório, englobando quadros isquêmicos do coração, problemas cerebrovasculares e patologias hipertensivas.

Apenas no intervalo entre 2021 e 2025, o estado acumulou 26.285 óbitos. O indicador anual apresentou trajetória de alta, passando de 4.881 mortes em 2021 para 5.488 em 2025, com o pico da série registrado em 2024, quando o sistema de saúde contabilizou 5.565 fatalidades.

Principais causas e evolução dos óbitos

Conforme o detalhamento da SES-MT, a maior parte das ocorrências concentra-se em três grandes grupos, que somam juntos 24.754 óbitos no período analisado:

  • Doenças isquêmicas e outras afecções do coração: Acumularam 11.891 mortes, oscilando de 1.449 óbitos em 2021 até o registro de 358 casos computados nos oito meses iniciais de 2026;
  • Doenças cerebrovasculares: Responsáveis por 7.040 óbitos no acumulado, saltando de 1.207 ocorrências em 2021 para 1.357 em 2025;
  • Doenças hipertensivas: Somaram 5.823 óbitos ao longo do período, passando de 1.058 registros no primeiro ano da série para 1.115 ao término de 2025.

Fatores de risco e alertas médicos

A médica emergencista Ohara Sanches chama a atenção para fatores externos e comportamentais que podem acelerar desfechos fatais, destacando o impacto do calor extremo, da desidratação crônica, do esgotamento laboral e do estresse acumulado na rotina diária sobre o sistema circulatório.

A especialista reforça que manifestações neurológicas repentinas exigem busca imediata por atendimento hospitalar de urgência. Sintomas como boca torta, perda súbita de força em um dos lados do corpo e dificuldade na fala não devem ser ignorados, mesmo quando desaparecem espontaneamente em poucos minutos.

Além dos riscos cardíacos e vasculares, a médica diferencia o cansaço cotidiano dos quadros associados à Síndrome de Burnout, ressaltando que, enquanto o repouso comum alivia o desgaste físico, o burnout se manifesta por meio de exaustão persistente, insônia crônica, quadros de ansiedade, perda de motivação e falhas recorrentes de memória. A recomendação sanitária é de que qualquer sinal de alerta seja avaliado rapidamente por profissionais de saúde para evitar sequelas graves ou morte súbita.

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