A morte de Ana Carolinne Gomes Carlos, de 31 anos, em Novo Santo Antônio (MT), foi causada por intoxicação por metanol, substância altamente tóxica encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), após a conclusão dos exames toxicológicos.
Quando o caso ocorreu, em 12 de julho, a causa da morte ainda era investigada. Agora, a análise laboratorial realizada pela Politec identificou a presença de metanol em amostras de sangue da vítima, confirmando a intoxicação.
Além de Ana Carolinne, o laudo também confirmou a presença da substância em um homem morador de Aripuanã, que morreu no dia 8 de julho. Os dois casos seguem sendo investigados pela Polícia Civil para identificar a origem das bebidas consumidas e apurar eventual responsabilidade criminal.
As amostras de sangue das vítimas foram encaminhadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) ao laboratório forense da Politec, responsável pelas análises toxicológicas relacionadas a casos de intoxicação.
Relembre o caso
Ana Carolinne deu entrada em uma unidade de saúde de Novo Santo Antônio apresentando um quadro grave de intoxicação. Segundo informações repassadas pelos médicos à Polícia Civil na época, ela chegou ao hospital com mal-estar, falta de ar, perda da visão, sonolência, confusão mental e dificuldade para falar.
Durante o atendimento, a mulher relatou que havia consumido grande quantidade de bebida alcoólica na noite anterior ao início dos sintomas. Diante da gravidade do quadro, ela foi transferida para o Hospital Regional de Água Boa.
No entanto, durante o trajeto, nas proximidades de Ribeirão Cascalheira, Ana Carolinne sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela chegou a ser submetida a manobras de reanimação, mas não resistiu.
Natural de Novo Santo Antônio, Ana Carolinne deixou quatro filhos pequenos.
Com o resultado dos exames, a investigação entra em uma nova fase. A Polícia Civil busca esclarecer onde a bebida foi adquirida, se há outras pessoas intoxicadas e quem pode ser responsabilizado pela eventual comercialização de produto adulterado.
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