Policial acusado de agredir morador em elevador de condomínio de Cuiabá tem prisão decretada

A Justiça decretou, nessa terça-feira (23), a prisão preventiva de Luciano Testa, policial civil aposentado acusado de agredir um idoso dentro do elevador de um condomínio residencial em Cuiabá. A decisão foi determinada pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá.

Na decisão, o juiz João Bosco Soares da Silva considerou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade do caso, do risco de novas agressões contra as vítimas e da possibilidade de o investigado interferir na apuração dos fatos. As medidas cautelares impostas anteriormente durante o Plantão Criminal foram mantidas e passam a valer de forma complementar ao decreto de prisão.

Casal de idosos foi agredido em elevador no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. – Foto: Reprodução

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a agressão ocorreu no dia 11 de junho de 2026 e teria sido resultado de uma escalada de violência. O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo apontou que ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025 teriam se concretizado cerca de dez meses depois.

Conforme o MPMT, o idoso, de 62 anos, foi agredido com socos e chutes, inclusive depois de cair no chão. A esposa da vítima tentou intervir e também teria sido agredida. Ela ainda teria sido vítima de importunação sexual.

Na manifestação enviada à Justiça, o Ministério Público afirmou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação judicial. Para o órgão, esses fatos indicam risco de fuga e de descumprimento das decisões judiciais.

O MPMT também destacou que Luciano é policial civil aposentado, tem treinamento em operações táticas especiais e acesso facilitado a armamentos, fatores que, segundo a Promotoria, aumentam a periculosidade do investigado. O órgão ainda argumentou que, pela condição funcional e pela rede de contatos, ele poderia interferir na produção de provas e no depoimento de vítimas e testemunhas.

Outro ponto considerado foi o fato do acusado e as vítimas morarem no mesmo condomínio. Para o Ministério Público, a convivência em áreas comuns, como elevadores, hall de entrada e garagem, mantém o risco de novos confrontos.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva reconheceu a gravidade das agressões, a escalada de violência desde 2025, o risco de novas investidas contra as vítimas e a insuficiência das medidas cautelares aplicadas anteriormente.

O Primeira Página tenta contato com a defesa do policial.

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