O lote LZ1 VAL 200127 da água mineral sem gás da marca Crystal está sendo recolhido voluntariamente após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto. A medida foi comunicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após determinação da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF).
-
Anvisa libera genérico inédito para controle do diabetes tipo 2
-
Anvisa ordena o recolhimento de coco ralado da Casa de Mãe por excesso de enxofre
-
Anvisa proíbe à venda online de 22 produtos da Now Foods
O água mineral foi fabricada pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e distribuído no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior de São Paulo.
O recolhimento foi iniciado depois que um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) detectou a presença da bactéria em amostras coletadas durante fiscalização de rotina. A contraprova confirmou o resultado, levando à interdição do lote e à notificação da Anvisa.
Ao todo, o lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml. Segundo a empresa, cerca de 99,2% das unidades já foram retiradas do mercado e, até o momento, não há registro de reclamações de consumidores sobre o produto.
Tem essa água mineral em casa?
A Anvisa orienta que consumidores verifiquem se possuem unidades do lote, fabricado em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027. Caso tenham, a recomendação é não consumir e aguardar orientações da empresa sobre devolução e reembolso.
A medida vale exclusivamente para esse lote e também impede a venda, distribuição e uso das unidades. A empresa informou que realiza uma investigação interna para apurar as causas da contaminação e segue colaborando com as autoridades sanitárias.
Acesse a determinação completa aqui.
O que a bácteria pode causar?
De acordo com pesquisas recentes, a bactéria Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções hospitalares, como pneumonia, além de afetar principalmente pessoas com imunidade baixa e pacientes com doenças pulmonares, como fibrose cística.
Embora raramente provoque quadros graves em pessoas saudáveis, a bactéria representa risco elevado em ambientes hospitalares.

O principal problema é a alta resistência a antibióticos e a capacidade de provocar infecções graves, especialmente em pacientes internados ou imunocomprometidos.