Golpe do banco digital falso movimenta R$ 4,8 milhões e termina com casal preso

Um grupo investigado por aplicar o golpe do banco digital falso e movimentar cerca de R$ 4,8 milhões foi alvo da Operação Njord, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (19). Ao todo, são cumpridos 14 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão domiciliar em Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Maranhão.

Em Mato Grosso foram dois presos, sendo uma mulher que era a principal investigada e o marido dela, que foi flagrado com 10 quilos de supermaconha, segundo a polícia.

Operação em 4 estados contra grupo criminoso apura golpe do banco digital falso. – Foto: Polícia Civil

Segundo as investigações, o grupo criou um site falso de um banco digital impulsionado por anúncios pagos no Google. Quando a vítima pesquisava pelo banco digital na internet, o link fraudulento aparecia entre os primeiros resultados patrocinados, induzindo o usuário a acreditar que estava acessando a plataforma oficial do banco.

Ao acessar a página clonada, a vítima inseria seus dados bancários e validava um QR Code, acreditando tratar-se de procedimento legítimo de verificação de login.

Nesse momento, os criminosos capturavam as credenciais de acesso em tempo real e assumiam a conta bancária da vítima, técnica conhecida como “session hijack” (sequestro de sessão), passando a realizar transferências Pix fraudulentas para contas de terceiros utilizadas como “mulas financeiras”.

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Supermaconha apreendida com marido de investiga em Mato Grosso. – Foto: Polícia Civil

O grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções, com um núcleo técnico responsável pela criação dos sites falsos e captura das credenciais, núcleo financeiro encarregado das contas de passagem e dispersão dos valores e núcleo patrimonial voltado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e utilização de familiares e terceiros.

As investigações também identificaram dispositivos eletrônicos e conexões de internet utilizados para acessar diversas contas fraudadas, além de movimentações financeiras vinculadas a pagamentos para Google Ads, hospedagem de sites e empresas intermediadoras internacionais, evidenciando a operacionalização contínua do esquema criminoso.

Operação Njord

Na operação, além dos 14 mandados de prisão preventiva, também são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão. Eles são investigados pelos crimes de invasão de dispositivo informático (celular), furto por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Civil do Tocantins.

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