A valorização do dólar e a expectativa de maior participação do Brasil no abastecimento global impulsionaram as negociações de soja no mercado interno na última semana, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
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Além disso, a previsão de forte demanda mundial por farelo e óleo de soja mantém os preços firmes no mercado externo, mesmo com a pressão sobre os embarques dos Estados Unidos.
O relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a produção mundial deve atingir novo recorde na safra 2026/27, passando de 427,6 milhões para 441,5 milhões de toneladas.
Produção de soja no Brasil
Diante disso, o Brasil deve seguir como o maior produtor mundial da oleaginosa, com participação estimada em 42,1% da produção global. A safra brasileira deve crescer de 180 milhões de toneladas em 2025/26 para 186 milhões em 2026/27.
No mercado interno, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta aumento da produção brasileira. A estimativa para a safra 2025/26 é de 180,13 milhões de toneladas, volume 0,5% acima da previsão de abril e 5% superior à temporada anterior.
