A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou, nesta quarta-feira (22), em audiência na Assembleia Legislativa (ALMT), os resultados da reestruturação do atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso, realizada em junho de 2025, com a integração entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros.
Segundo o levantamento, desde a mudança, o tempo de resposta às chamadas de emergência em Cuiabá e Várzea Grande caiu de 25 para 17 minutos. Já o número de atendimentos nessas duas cidades passou de 5.578, no primeiro trimestre de 2025, para 8.692 no mesmo período de 2026, um aumento de 55%.
Durante a apresentação, o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, avaliou que a união entre as equipes fortaleceu o atendimento pré-hospitalar, mas que que a meta é reduzir o tempo de resposta para até 10 minutos. Ele também destacou o planejamento de ampliação da estrutura do Samu até 2027, com foco na expansão do serviço.
O gestor ainda rebateu críticas sobre uma possível extinção do Samu e afirmou que a estratégia do Estado é otimizar recursos e ampliar a cobertura. Segundo ele, há proposta para a criação de mais 28 unidades municipais, com o objetivo de alcançar cobertura total em Mato Grosso, mas pontuou também que o custo para o serviço é de R$ 5 milhões mensais,

Os resultados apontaram que após a cooperação entre Samu e Corpo de Bombeiros, o número de equipes ativas no estado aumentou de 64 para 89, com uma previsão de que até 2027, Mato Grosso conte com 115 equipes ativas e o atendimento pré-hospitalar em 63 municípios.
Com a integração, o Samu passou a atuar junto ao Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). As chamadas para os números 192 e 193 passaram a ser direcionadas a uma central única, que aciona a ambulância mais próxima para agilizar o socorro.

Segundo a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, a cobertura do atendimento pré-hospitalar móvel no estado passou de 1,2 milhão para cerca de 1,6 milhão de pessoas após a integração.