A Polícia Civil de Mato Grosso instaurou nessa segunda-feira (20), um inquérito para investigar o vereador Laércio Noberto Júnior (PL), conhecido como Júnior Chaveiro, por suspeita de violência doméstica contra a namorada, em Barra do Bugres (MT).
De acordo com a delegacia do município, até o momento o investigado não foi localizado. Apesar disso, a defesa entrou em contato com a unidade na manhã desta quarta-feira (22) e se comprometeu a apresentá-lo ainda nesta semana, para interrogatório.
A Polícia Civil informou ainda que o vereador não é considerado foragido, já que não há mandado de prisão em aberto. O pedido de prisão preventiva feito pelo delegado Fernando Albuquerque, responsável pelo caso, foi analisado pelo Poder Judiciário, mas acabou sendo negado.
Apesar de negar a prisão preventiva, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência em favor da vítima.
Destituição do cargo
O vereador foi alvo de um pedido de cassação da presidência e afastamento do mandato por 90 dias, após denúncia de violência doméstica vir à tona. Por 10 votos favoráveis, ele foi destituído do cargo de presidente da mesa diretora. Somente não votou o próprio vereador denunciado, que não esteve presente na sessão.
Os parlamentares ainda votaram pela proibição de Laércio de frequentar a Casa de Leis, por ser também o local de trabalho da companheira que foi agredida.
Denúncia na Câmara
Conforme o requerimento encaminhado à Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal, a denúncia partiu de uma servidora da Casa de Leis. Ela relatou a situação às vereadoras, que encaminharam representação ao vice-presidente, que atualmente ocupa o cargo de presidente em exercício.
À polícia, a vítima relatou que ela e o vereador mantinham um relacionamento e, no fim de semana, estiveram em um show na praça da cidade. Ao retornarem para casa, o companheiro começou a agredi-la com uma chave de rodas.
Durante o atendimento, a vítima apresentava ferimentos no pescoço e pernas.
Afastamento do PL
Júnior Chaveiro também foi afastado do Partido Liberal (PL), e a informação foi confirmada pelo presidente estadual da sigla, Ananias Filho. Segundo ele, o partido iniciou os trâmites internos que incluem o afastamento preventivo e a abertura de procedimento para expulsão definitiva do parlamentar.
A medida ocorre após a deputada federal Coronel Fernanda protocolar um pedido formal de expulsão partidária. O documento enviado à presidência do PL solicita a expulsão sumária do vereador com base em denúncia de violência doméstica registrada em boletim de ocorrência.