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A partir desta terça-feira (31), o estádio Morenão em Campo Grande tem novo administrador. Palco de diversos eventos esportivos históricos, o local deixa a tutela da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e passa para o governo estadual. Veja imagens:

Atualmente o maior estádio do estado é retrato do abandono, e para mudar esse cenário, uma concessão passa o estádio para gestão do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Inaugurado em 1971, o Morenão já foi um dos principais estádios do Centro-Oeste, com capacidade superior a 40 mil torcedores.

“Patrimônio histórico de 1971, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, que valor financeiro, eu não sei avaliar, mas valor histórico para o nosso estado, ele é intangível, incalculável”.

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul

Com a paixão pelo futebol de Mato Grosso do Sul estampada, João Abadio tem a memória viva do que já viu no Morenão.

“Foi um jogo e disputado entre Operário e Comercial, eu vi o gol do Valdir em 1996. Foi o gol que passou no Fantástico e um dos gols mais bonitos do Brasil daquele ano. Como futebolista você pensa que tá basicamente no Maracanã, né, que as arquibancadas, ele sendo o maior estádio universitário da América Latina, né?”.

João Abadio Rodrigues Silva, aposentado

O projeto do governo estadual prevê quatro etapas, que inicia pela assinatura e concessão do estádio. Em um segundo momento, obras de infraestrutura devem ficar prontas até dezembro de 2026, com investimento de R$ 16,7 milhões.

As obras emergências contemplam ações de segurança estrutural (rampas e escadas de acesso), instalações elétricas e adequações às normas de vigentes contra incêndio e pânico.

Já a terceira etapa inclui estudos para parceria público privada (PPP), que devem ser fechadas até julho de 2028. Durante a assinatura, o Governo do Estado afirmou que os jogos do estadual 2027 aqui em Campo Grande devem ser no estádio.

Conforme o governo, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) irá apoiar na manutenção do gramado, vestiários e pista de atletismo, sistema de irrigação e possibilidade de captação de recursos junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Segundo a UFMS, a universidade não recebia recursos exclusivamente para o Morenão, sendo a principal dificuldade na gestão do estádio.

“Quando foi criado e inaugurado em 7 de março de 71, Morenão, nós éramos estadual de Mato Grosso, com número infinitamente menor, nós não tínhamos todo esse desafio de licitação, de orçamento. Então o desafio é orçamentário na universidade”.

Camila Celeste Ítavo, reitora da UFMS

Imagens de drone mostram estado de abandono no Morenão. (Foto: Edmar Melo)