Considerada a cidade mais quente do Brasil em 2025, Cuiabá deve receber o plantio de cerca de 350 mil árvores, conforme prevê o novo Plano Diretor apresentado nesta semana pelo prefeito Abilio Brunini (PL).
O plantio das árvores é uma estratégia para a retomada do título de ‘cidade verde’ pelo qual a capital mato-grossense já foi conhecida, por meio da melhoria do microclima urbano e redução das chamadas ilhas de calor.
Cuiabá bateu um recorde de calor no ano passado ao registrar 40,9°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O recorde anterior de maior temperatura na capital mato-grossense foi de 40,2°C, no dia 18 de agosto, também em 2025.
Segundo o Plano Diretor, o plantio das árvores será feito em calçadas cuiabanas, prevendo a ampliação de áreas verdes em 5% anualmente, o que influenciaria diretamente na diminuição do calor.
No curto prazo, entre 2026 e 2029, a previsão é o plantio de 20 mil árvores em Cuiabá. A iniciativa faz parte do início da implementação do modelo “cidade para pessoas”, que também inclui mobilidade ativa, valorização do Centro Histórico e qualificação dos espaços públicos.
Já a longo prazo, a meta é que a cidade tenha ruas mais sombreadas, impactando na qualidade de vida e recuperação de ecossistemas urbanos.
Até 2030, segundo Abilio, é o plantio de 200 mil árvores – chegando a 350 mil em 2036.
Um modelo de “infraestrutura verde-azul”, relacionado à água e plantas, também foi descrito no novo Plano Diretor para a retomada da resiliência climática da cidade.
O resgate das margens de rios e córregos é outro ponto enfatizado, transformando-os em corredores verdes. Para isso, rios canalizados e ignorados como barreiras, serão pensadas formas de integração de bairros com o rio, criando áreas de convívio e soluções baseadas na natureza e parques lineares.

O plano diretor é o instrumento básico de planejamento urbano que organiza o crescimento e o funcionamento das cidades brasileiras. O documento é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes, mas deve ser adotado por cidades menores com problemas de crescimento desordenado, áreas de proteção ambiental ou interesse turístico relevante.
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