Empresário investigado por R$ 63 milhões é liberado para ir à Disney sem tornozeleira

A Justiça Federal autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica do empresário Rogério de Araújo Sales para uma viagem internacional à cidade de Orlando, nos Estados Unidos (EUA), entre os dias 14 e 28 de abril de 2026. Ele é investigado por integrar um esquema de contrabando de cigarros eletrônicos, conhecidos como ‘pods’, e movimentar R$ 63,7 milhões na atividade criminosa. A decisão é do dia 9 deste mês.

Empresário foi liberado para ir à Disney sem tornozeleira. – Foto: Reprodução

A decisão é do juiz da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Cáceres (MT), Francisco Antônio de Moura Júnior, que mudou uma decisão anterior de primeira instância, quando havia negado o pedido do empresário.

Na primeira decisão, o juiz justificou a negativa porque, segundo o processo, a documentação evidenciava que a viagem possui caráter de lazer, “incluindo passagens, hospedagem e ingressos”.

Após o juiz não permitir na primeira instância, a defesa do investigado entrou com outro pedido e alegou que a filha de Rogério sofre de cardiopatia congênita gravíssima e foi submetida ao procedimento Rastelli, uma cirurgia cardíaca.

O som da viagem (Foto: reprodução/internet)
Empresário Rogério de Araújo Sales recebeu autorização para uma viagem internacional à cidade de Orlando, nos Estados Unidos (EUA). – Foto: Divulgação

A investigação

Segundo a investigação da Polícia Federal, Rogério de Araújo seria um dos principais fornecedores de cigarros eletrônicos contrabandeados em Mato Grosso, utilizando a empresa ECELL Acessórios, localizada no Shopping Popular de Várzea Grande.

O local, segundo a investigação, era base para distribuir os produtos na região metropolitana e interior do estado. A PF afirma que um depósito com grande quantidade de cigarros eletrônicos foi encontrado em operação anterior e aponta ainda indícios de que o grupo mantinha acordo com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para viabilizar a venda dos cigarros eletrônicos.

“Com o afastamento do sigilo de dados fiscais, constatou-se que Rogério recebeu em contas bancárias, no período investigado, créditos que totalizam R$ 63.775.058,00, especialmente em contas da empresa, nas quais figura como procurador ou representante legal”, diz trecho de um dos documentos do processo.

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