Cada cartão recebido dentro de campo durante a Copa do Mundo pode pesar não apenas no placar, mas também no bolso das seleções. No mundial de 2026, a Argentina deixa um rastro de multas que, chega perto de R$ 1 milhão. As penalidades são aplicadas pela FIFA às federações nacionais por cartões amarelos e vermelhos recebidos pelos jogadores durante o torneio.
Pelas regras da entidade cada penalidade gera um valor:
- Cada cartão amarelo gera uma multa de 10 mil francos suíços (R$ 64,7 mil);
- Expulsão por segundo amarelo custa 15 mil francos suíços (R$ 97,1 mil);
- Cartão vermelho direto gera uma cobrança de 20 mil francos suíços (R$ 129,5 mil).
A Argentina acumulou cerca de US$ 180 mil (aproximadamente R$ 920 mil) em multas disciplinares. Os argentinos receberam 15 cartões amarelos e um vermelho ao longo da competição, além de uma punição extra após cinco jogadores serem advertidos na mesma partida, a final contra a Espanha.
Somente na final da Copa do Mundo, no MetLife Stadium, a equipe acumulou cerca de US$ 90 mil em penalidades. Entre os lances mais caros esteve a expulsão de Enzo Fernández por dois cartões amarelos.
O excesso de advertências ainda resultou em uma multa adicional para a Associação do Futebol Argentino (AFA).

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Brasil também voltou pra casa com contas à pagar
A Seleção Brasileira teve uma campanha mais curta, encerrada nas oitavas de final diante da Noruega, mas também saiu da competição com uma conta considerável. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisou desembolsar 80 mil francos suíços, cerca de R$ 518 mil, pelos oito cartões amarelos recebidos pelos jogadores brasileiros.
- Casemiro e Danilo foram os atletas mais advertidos da seleção, com dois cartões cada;
- Roger Ibañez, Douglas Santos, Fabinho e Neymar também foram punidos.
Como nenhum brasileiro foi expulso e não houve punição coletiva, o valor ficou restrito às advertências individuais.
Quem paga a conta?
Ao contrário do que muitos imaginam, as multas não saem do salário dos jogadores. A responsabilidade financeira é das federações nacionais, como a CBF e a AFA.
Os valores são cobrados diretamente das entidades, conforme determina o Código Disciplinar da FIFA. A regra faz parte da política da entidade para manter o controle disciplinar das partidas.

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Além das cobranças individuais, a FIFA pode aplicar punições extras quando uma seleção acumula cinco ou mais sanções em um único jogo.
As seleções mais indisciplinadas da Copa
A Argentina liderou não apenas o ranking financeiro, mas também o de faltas cometidas. Foram 107 infrações ao longo do torneio, o maior número registrado na competição.
Outras seleções também tiveram prejuízos significativos:
- Egito: 120 mil francos com 12 cartões amarelos ainda na primeira fase.
- Paraguai: 110 mil francos suíços em multas após 9 cartões amarelos e um vermelho direto.
- Equador: 100 mil francos suíços em penalidades por 8 cartões amarelos e uma expulsão.
- Suíça: 95 mil francos suíços pelos 8 cartões amarelos e 1 cartão vermelho.
- África do Sul: 90 mil francos suíços pelos 2 cartões vermelhos e 5 amarelos.
Na Copa de 2026, a indisciplina custou caro e mostrou que cada cartão exibido pelo árbitro tem um preço muito além das quatro linhas.