A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu manter em formato remoto as aulas e atividades da turma do primeiro semestre de Engenharia Civil, do campus Cuiabá, até a conclusão das investigações sobre o caso envolvendo estudantes que criaram uma lista que classificava alunas como “estupráveis“. A medida foi definida após reunião do Colegiado do Curso realizada nessa segunda-feira (18).
Na última quarta-feira (14), alunos denunciaram que um homem, posteriormente identificado como pai de um dos estudantes envolvidos no caso, teria ameaçado acadêmicos de Engenharia Civil que participaram das denúncias. Conforme os relatos, ele teria afirmado que, caso o filho não se formasse, “os demais também não se formariam”.
Em nota divulgada anteriormente, a UFMT informou que orientou os estudantes a registrarem boletim de ocorrência. A universidade também comunicou que solicitou reforço na segurança do campus e determinou, inicialmente de forma temporária, a transferência das aulas teóricas do primeiro semestre para o formato remoto.
Na quinta-feira (15), a instituição instaurou uma Comissão de Inquérito Disciplinar Discente para investigar os fatos tanto na Faculdade de Direito quanto na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet).
No mesmo dia, a direção da Faet determinou o afastamento preventivo de um estudante do curso de Engenharia Civil. Segundo a universidade, o acadêmico passou a cumprir regime domiciliar e ficou proibido de frequentar espaços da UFMT ou manter contato com possíveis testemunhas enquanto durar a investigação.
A UFMT informou ainda que o caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil, incluindo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), e reafirmou que repudia qualquer forma de violência, misoginia, discriminação ou assédio dentro do ambiente acadêmico.
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