Servidores do estado de Mato Grosso protestaram na tarde desta segunda-feira (25) para pressionar o governo estadual a abrir negociações para o pagamento de 18,38% de débitos da Revisão Geral Anual (RGA). A concentração ocorreu em frente à Praça do TRT-MT (23ª Região), no Centro Político Administrativo.
Participaram do ato cerca de 3.500 pessoas, entre servidores e filiados a sindicatos e associações representantes de categorias. Entre as pautas do ato estiveram, além do reajuste da RGA, reinvindicações pela convocação de aprovados em concursos públicos e apoio a pauta nacional que discute o fim da escala de trabalho 6×1.
Cobranças pela convocação de aprovados em concursos
Sindicatos da educação, saúde e outros cobraram o chamamento de aprovados em concursos públicos de diversas áreas. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), na educação estadual o número de contratos temporários supera o de profissionais efetivos em mais de 50%.
Também estiveram presentes servidores da saúde e membros da Associação dos Aprovados no Concurso da Saúde de MT – AACS-MT, cobrando pela recomposição no quadro de servidores da Secretária de Estado de Saúde (SES-MT).
Entre as falas dos manifestantes estiveram críticas a RGA paga pelo governo a partir de janeiro deste ano, que, segundo eles, não contempla as perdas salariais ocorridas desde a pandemia.

Recomposição salarial
Na primeira mensagem enviada pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ainda em 2025, a proposta era de conceder uma RGA de 4,26%, seguindo a inflação oficial do Brasil em 2024, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O percentual é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Contudo, diante de críticas o governo alterou a proposta para conceder a Revisão Geral Anual (RGA) em 5,4%, que foi aprovada pelos deputados estaduais em janeiro deste ano e posteriormente sancionada pelo ex-governador Mauro Mendes (União), incorporada aos salários.
Ainda assim, o percentual não agradou os servidores e sindicalistas. De acordo com representantes de sindicados, o valor aprovado de 5,4% não repõe as perdas dos servidores nos últimos em sete anos, que buscam recuperar o poder de compra dos salários.
Estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o salário do funcionalismo público reduziu em cerca de 20%.
Agora, com a saída do ex-governador Mauro Mendes, e com Otaviano Pivetta (Republicanos) no comando do Palácio Paiaguás, os servidores buscam novo diálogo para reaver as pautas.
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