Quem tenta cruzar a pé as vias mais movimentadas de Rondonópolis começou a experimentar uma mudança de paradigma no planejamento urbano local.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana instalou o primeiro semáforo exclusivo para pedestres do município, equipando o dispositivo com o sistema de botoeira — onde o próprio cidadão interrompe o fluxo de veículos para realizar a travessia.
O ponto escolhido para a estreia da tecnologia foi a Rua Dom Pedro II, na Vila Aurora, posicionada estrategicamente ao lado do Paço Municipal.
O local foi mapeado como um dos principais gargalos de risco da cidade, funcionando como um polo gerador de tráfego que combina a maior densidade de veículos da região central com a circulação diária de centenas de pessoas que buscam atendimento nos órgãos públicos.
Como funciona o sistema de botoeira
O manuseio do equipamento segue o modelo de autonomia viária adotado em grandes capitais. Ao se aproximar da faixa de segurança, o pedestre não precisa mais esperar por uma brecha voluntária entre os carros:
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O cidadão pressiona o botão instalado na coluna do semáforo;
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O sistema processa o pedido e fecha o sinal para os veículos em poucos segundos;
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O sinal verde para pedestres acende, garantindo a travessia segura e sem pressa.
A iniciativa faz parte de um plano de humanização dos espaços públicos. Em posicionamento oficial, o prefeito Cláudio Ferreira defendeu que o desenho urbano deve priorizar as pessoas em detrimento da velocidade automotiva: “Estamos construindo uma cidade feita para gente, onde motoristas e pedestres convivem com mais organização, responsabilidade e cuidado”.
Laboratório para expansão urbana
A escolha do entorno da prefeitura serve também como uma espécie de “teste de estresse” para a tecnologia. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Thales Tatí, a dinâmica do local servirá como base de dados para futuras intervenções na engenharia de tráfego do município.
A equipe técnica vai monitorar o impacto do semáforo no tempo de deslocamento dos ônibus e carros na Rua Dom Pedro II e avaliar o comportamento dos motoristas diante da nova sinalização. Caso o balanço experimental apresente resultados positivos na redução de atropelamentos e na melhoria da fluidez, a prefeitura deve abrir estudos de viabilidade para replicar o modelo em frentes de escolas, hospitais e cruzamentos comerciais de outros bairros de Rondonópolis.
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