Rafael Galvan é solto após prisão por dívida de R$ 94 mil de pensão

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao empresário Rafael Galvan nessa terça-feira (19), um dia após ele ser preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização na BR-163, em Sinop (MT).

Poucas horas depois de deixar a delegacia, Rafael Galvan publicou um vídeo nas redes sociais comentando o caso. Na gravação, ele aparece agradecendo “aos amigos e inimigos”.

“Tô em casa, de boa na lagoa. Hoje, quando muitos pediram ‘ué, Rafael tá preso, Rafael não tá preso?’ Não sei, a mídia mentirosa deve saber”, declarou.

Segundo a PRF, Rafael estava com uma arma de fogo e possuía um mandado de prisão em aberto por uma dívida de R$ 94 mil em pensão alimentícia. Durante a abordagem, os policiais realizaram a checagem dos documentos e confirmaram a ordem judicial em desfavor do empresário.

Após a prisão, ele foi encaminhado para a Polícia Civil de Sinop e passou por audiência de custódia, quando teve a liberdade provisória concedida pela Justiça, mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 7 mil.

Entre as medidas, Galvan ficou proibido de portar armas, frequentar bares, casas de jogos, prostíbulos e
estabelecimentos semelhantes. Além disso, ele terá que comparecer mensalmente para informar e justificar atividades, sem se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização.

O Primeira Página entrou em contato com a defesa do empresário, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Rafael Galvan foi preso durante abordagem da PRF em Sinop. – Foto: Reprodução

Prisão anterior

Essa não é a primeira vez que Rafael Galvan enfrenta problemas com a Justiça. Em abril do ano passado, ele foi preso em Limeira, no interior de São Paulo, acusado de violência doméstica, ameaça, perseguição e descumprimento de medida protetiva contra a ex-mulher.

Na época, o agricultor chegou a responder a duas ações penais relacionadas à perseguição de ex-companheiras. Em uma das decisões, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) destacou o “descaso às determinações judiciais” e citou a “periculosidade concreta” do investigado ao negar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Rafael Galvan é suplente de vereador em Rondonópolis (MT) e filho de Antonio Galvan, uma das principais lideranças do agronegócio em Mato Grosso e ex-presidente da Aprosoja Brasil.

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