Quem pretende investir na produção de ovos caipiras precisa ficar atento a uma regra básica do sistema: a quantidade de aves por metro quadrado. O espaço disponível influencia diretamente o bem-estar animal, a produtividade e até a caracterização do produto como caipira.
Segundo a zootecnista Gislaine da Cunha, técnica de campo da ATeG Prepara, do Senar/MS, um dos erros mais comuns de quem está começando é subestimar a estrutura necessária para alojar as aves. O tema foi abordado pela especialista durante entrevista ao podcast Agro de Primeira MS.
Como referência técnica para o setor, a ABNT NBR 16437, utilizada na produção de ovos caipiras no Brasil, estabelece que os galpões não devem ultrapassar a densidade de sete aves por metro quadrado.
Além disso, as galinhas precisam ter acesso a áreas externas de pastejo, condição considerada essencial para caracterizar o sistema caipira.
Especialista esclarece dúvidas sobre a produção de galinhas
Em entrevista ao podcast Agro de Primeira MS, a zootecnista Gislaine da Cunha, técnica de campo da ATeG Prepara/Senar-MS, explica como calcular a capacidade do galpão, quais cuidados são necessários para garantir o bem-estar das aves e quais exigências devem ser observadas por quem deseja entrar na produção comercial de ovos caipiras.
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Ovo caipira ganha espaço no mercado e pode virar oportunidade real para produtores de MS
Normas gerais
Para quem pretende comercializar ovos, não basta apenas construir o galpão. O manual Registro na Prática – Como Regularizar a Produção na Avicultura Caipira, elaborado em parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a Escola de Avicultores e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), reforça que a produção comercial deve obedecer às exigências de cadastro, registro e fiscalização dos órgãos estaduais de defesa agropecuária.
As orientações também aparecem em materiais de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), na qual a estrutura da propriedade, o manejo sanitário, a disponibilidade de água e o planejamento dos piquetes são fundamentais para o sucesso da atividade.
A recomendação dos especialistas é buscar orientação técnica antes da implantação do sistema, garantindo que a estrutura atenda às exigências sanitárias e de bem-estar animal desde o início.
