Produção de etanol cresce mais de 16% em MT e gera 12 mil empregos

A produção de etanol em Mato Grosso deve crescer mais de 16% na próxima safra, impulsionada principalmente pelo avanço do etanol de milho e pela entrada de novas usinas no estado. Além de consolidar Mato Grosso como potência nacional no setor, a cadeia produtiva já gera mais de 12 mil empregos diretos e segue atraindo investimentos para ampliar a industrialização do agronegócio.

Os dados fazem parte do panorama da produção de etanol divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), durante evento realizado nesta segunda-feira na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Produção ligada à cana-de-açúcar deve permanecer mais estável. (Foto: iStock)

Segundo o levantamento, a produção total de etanol no estado deve saltar de 7,27 milhões de metros cúbicos na safra atual para 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo, avanço superior a 16%.

O principal motor desse crescimento continua sendo o etanol de milho. Na última safra, a produção do biocombustível chegou a 6,18 bilhões de litros, alta próxima de 10% em relação ao período anterior. Com duas novas usinas previstas para entrar em operação ainda neste ano, a expectativa é de crescimento ainda mais acelerado.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, destacou que o aumento da capacidade industrial explica o cenário otimista para os próximos anos.

“Estamos consolidando uma produção cada vez maior de etanol de cereais. A expectativa é de um incremento superior a 16% já na próxima safra, principalmente pela entrada dessas novas usinas”, afirmou.

AGROINDÚSTRIA EM EXPANSÃO

Etanol de milho acelera investimentos em MT

Estado lidera produção nacional de etanol de cereais, amplia geração de empregos e projeta nova safra recorde.

+16% de crescimento previsto na próxima safra

12 mil empregos diretos gerados pelo setor

62% da produção brasileira de etanol de cereais está em MT

Hoje, Mato Grosso já responde por cerca de 62% de toda a produção brasileira de etanol de cereais, mantendo a liderança nacional no segmento.

Além da fabricação do combustível, o setor também movimenta outras cadeias econômicas importantes, como a produção de óleo de milho, geração de energia elétrica e fabricação de insumos utilizados na nutrição animal.

Para o presidente da Bioind-MT, Silvio Rangel, o crescimento do setor representa uma mudança no perfil econômico do estado.

“É um setor que agrega valor à produção. Ao invés de exportar apenas o milho, Mato Grosso industrializa aqui dentro, gera emprego, renda e arrecadação”, destacou.

Segundo ele, o segmento já ultrapassa a marca de 12 mil empregos diretos em diferentes regiões do estado e deve continuar crescendo com os novos investimentos previstos.

Enquanto o etanol de milho avança em ritmo acelerado, a produção ligada à cana-de-açúcar deve permanecer mais estável. A previsão é de leve aumento na moagem da cana, chegando a 18,61 milhões de toneladas na próxima safra.

Com a expectativa de expansão contínua da produção, o setor também começou a discutir alternativas logísticas para melhorar o escoamento do combustível para outros estados consumidores. Entre os projetos em estudo está a construção de um etanolduto.

O diretor executivo da Bioind-MT, Wellington Andrade, afirmou que estudos técnicos já estão em andamento para avaliar a viabilidade do projeto.

Durante o evento, Bioind, Fiemt e Invest MT também assinaram um acordo de cooperação para desenvolver ações voltadas ao fortalecimento da agroindústria e atração de novos investidores para Mato Grosso.

Além do mercado automotivo, o setor também mira novas oportunidades para o etanol, como a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e aplicações no transporte marítimo internacional.

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