O presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), terá que explicar à Justiça por que ainda não instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os problemas no transporte coletivo do município. A determinação é do juiz Carlos Roberto Barros, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, que deu prazo de 10 dias para o parlamentar prestar informações antes de decidir sobre o pedido apresentado pelo vereador Caio Cordeiro (Novo).
Procurado pelo Primeira Página, o vereador Caio Cordeiro afirmou que recorreu à Justiça porque o pedido de instalação da CPI ainda não foi atendido.
“Cumpri o que determina o regimento interno, mas o presidente da Câmara, por integrar o grupo político que comanda o transporte coletivo na cidade, não seguiu as regras e tentou barrar a CPI, protelando a instalação por mais de um mês”, disse.
A reportagem também procurou o vereador Wanderley Cerqueira, que afirmou que ainda não foi notificação.

A CPI proposta pelo vereador Caio Cordeiro no dia 2 de junho pretende investigar possíveis irregularidades na prestação do transporte coletivo em Várzea Grande, operado pela empresa União Transporte e Turismo Ltda.
O requerimento prevê a apuração de supostas falhas na execução do contrato de concessão, na fiscalização realizada pelo município, na quantidade e nas condições da frota, além da possível utilização irregular de veículos e do cumprimento das obrigações firmadas na Mesa Técnica nº 05/2025, homologada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A investigação abrangeria fatos ocorridos entre 2016 e 2026 e teria prazo de 120 dias para conclusão dos trabalhos.

Segundo o documento, desde que foi protocolado, o requerimento estava apto à tramitação na Casa de Leis do município, pois já preenchia os requisitos exigidos para a criação da comissão, segundo Caio Cordeiro.
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