Por unanimidade, vereadores assinam pedido de CPI do tapa-buraco em Campo Grande

Os 29 vereadores de Campo Grande assinaram nesta quinta-feira (22) o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o serviço de tapa-buracos em Campo Grande. A adesão em massa inclui até a base aliada da prefeitura e acelera a criação da comissão que vai investigar os contratos e a qualidade dos serviços na capital.

Vereadores durante sessão nesta quinta-feira (22) (Foto: Izaias Medeiros)
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A unanimidade é histórica na Câmara Municipal de Campo Grande. A última CPI instalada na Casa, que investigou o transporte coletivo, teve apenas 16 assinaturas.

Desta vez, até a base da prefeita assinou. Normalmente, parlamentares aliados tendem a evitar investigações contra o executivo. Para a reportagem, o vereador Beto Avelar (PP), líder da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara, explicou que a decisão foi tomada com anuência dela.

“Nós tivemos uma conversa, tanto o legislativo, como o executivo, e a própria prefeita quer dar esses esclarecimentos. Então, hoje, nós estamos, eu acho que é importante, apesar de que a minha assinatura pouco coisa interferiria, porque já tinha quantidade, é, para a abertura dessa CPI, mas daí ontem nós entramos no consenso.”

Papy

Agora, cinco vereadores serão designados membros da CPI. Serão eles os responsáveis por conduzir as oitivas, requisitar documentos e concluir o relatório final sobre possíveis irregularidades.

A presidência e a relatoria são os cargos mais disputados, mas as indicações dependem de acordos e do tamanho das bancadas. O PSDB, partido do presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy, tem a maior representação e maior força de indicação. Já o Progressistas, segunda maior bancada e partido da prefeita, aguarda orientação da senadora Tereza Cristina para definir a atuação.

“Eu conversei no sábado com a nossa presidente aqui do partido, que é a Tereza Cristina, e ficamos de ter uma nova conversa. Ela está envolvida na questão da eleição a nível federal, do governo federal, e ela deve retornar, e eu vou consultar ela sobre qual é a opinião dela, se eu devo participar como membro.”

Papy

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Vereadora Luiza Ribeiro durante sessão desta quinta-feira (Foto: Izaias Medeiros)

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem a terceira maior bancada da Casa, mas, como a vereadora Luiza Ribeiro foi a autora do pedido e liderou a coleta de assinaturas, deve reivindicar a presidência da CPI.

“A CPI é um inquérito, igual a um inquérito policial. Nós queremos saber o que acontece com o serviço de tapa-buraco, de recapeamento das vias, de asfaltamento, inclusive de recapeamento aqui em Campo Grande, porque esse serviço já está há três anos causando impacto negativo fortíssimo na sociedade. 10 entre 10 campo-grandenses sofrem com esta situação. E nós precisamos saber por que é que esse serviço perdeu a regularidade. Nós também precisamos investigar a responsabilidade dos gestores ou das empresas com essa situação.”

Luiza Ribeiro

Paralelamente à CPI, na terça-feira, 27 de outubro, está prevista a volta do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, para a sabatina com os vereadores sobre o serviço de tapa-buraco na capital.

O secretário começou a ser questionado nesta semana, mas a sessão de esclarecimento foi interrompida após confusão envolvendo um manifestante e um servidor municipal no plenário.

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