
O dinamismo da economia de Mato Grosso acelerou o ritmo de recolhimento de impostos, taxas e contribuições no estado. Nesta terça-feira (3 de novembro), Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 50 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais arrecadados desde 1º de janeiro.
O montante foi atingido 10 dias antes do que no exercício de 2025, quando o mesmo patamar foi registrado em 13 de novembro.
O valor é atualizado em tempo real e pode ser acompanhado no painel do Impostômetro, instalado em frente à sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), em Cuiabá. O acumulado atual já corresponde a 85,9% de toda a arrecadação de 2025, fechada em R$ 58,2 bilhões.
Retorno em serviços e infraestrutura
Para a diretoria da Fecomércio-MT, entidade patronal filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o avanço expressivo dos números reflete o aquecimento dos setores produtivos, o crescimento do consumo e a força do agronegócio e do comércio mato-grossense.
A liderança da entidade ressalta, no entanto, que o aumento no volume de impostos recolhidos exige uma contrapartida direta do Poder Público em favor da população e do setor produtivo.
“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores.”
— Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), presidente da Fecomércio-MT.
A composição das receitas reúne tributos das três esferas governamentais. No âmbito federal, os principais motores são o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias; na esfera estadual, a liderança é do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); já nos municípios, a arrecadação é impulsionada pelo Imposto Sobre Serviços (ISS) e pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
O peso dos tributos nas maiores cidades do estado
A força arrecadatória também se reflete de forma descentralizada nos polos urbanos e agroindustriais de Mato Grosso. Entre as dez cidades mais populosas do estado, a capital Cuiabá lidera com folga o volume recolhido, seguida por Rondonópolis, no Sul, e Sinop, no Norte mato-grossense.
| Município | Arrecadação Tributária Acumulada |
| Cuiabá | R$ 1,38 bilhão |
| Rondonópolis | R$ 280 milhões |
| Sinop | R$ 209 milhões |
| Várzea Grande | R$ 148 milhões |
| Sorriso | R$ 114 milhões |
| Lucas do Rio Verde | R$ 111 milhões |
| Primavera do Leste | R$ 80 milhões |
| Tangará da Serra | R$ 79 milhões |
| Cáceres | R$ 61 milhões |
| Barra do Garças | R$ 30 milhões |
Perguntas frequentes sobre o Impostômetro em Mato Grosso
O que é o Impostômetro instalado na Fecomércio-MT?
É uma ferramenta de transparência criada para estimar o valor total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população mato-grossense aos governos federal, estadual e municipal desde o primeiro dia do ano.
Quais são os tributos que mais pesam na arrecadação em Mato Grosso?
No nível estadual, o ICMS lidera o recolhimento devido à produção agropecuária, combustíveis e vendas no comércio. No federal, destacam-se o Imposto de Renda e o INSS/Previdência. Nos municípios, a arrecadação decorre do ISS (serviços) e do IPTU.
O aumento da arrecadação significa que houve aumento na alíquota de impostos?
Não necessariamente. O crescimento do montante arrecadado costuma ser impulsionado pela expansão da atividade econômica, aumento do volume de vendas, criação de novos postos de trabalho e ganhos na eficiência da fiscalização tributária.