Polícia Civil prende vizinho em Várzea Grande por perseguir e ameaçar mulher de morte

O rigor no cumprimento das ordens judiciais de proteção de gênero resultou na captura de um agressor reincidente na Região Metropolitana. Na manhã desta sexta-feira (29), em Várzea Grande, a Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão preventiva de um homem de 55 anos. Ele é acusado de promover uma rotina crônica de perseguição, proferir ameaças de morte, cometer importunação sexual e violar deliberadamente medidas protetivas de urgência fixadas pelo Poder Judiciário. A ação ostensiva foi coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e de Pessoas Vulneráveis, contando com o suporte tático de elite da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

A investigação policial detalha que os conflitos de vizinhança e os abusos de cunho sexual perpetrados pelo suspeito contra uma dona de casa de 40 anos já se estendiam por um rastro de quatro anos. Todavia, a gravidade da situação atingiu um estopim em janeiro deste ano, período em que a vítima reuniu forças para comparecer à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande para formalizar um boletim de ocorrência, dando início à persecução penal contra o investigado.

Investigado subia em laje para vigiar vizinha, praticar atos obscenos e fazer ameaças

Os relatos anexados aos autos do processo expõem o caráter obsessivo e a audácia do agressor. O homem de 55 anos aproveitava a proximidade das moradias para subir na laje de sua própria residência, de onde conseguia vigiar de forma invasiva o interior do imóvel da vizinha. Segundo o depoimento da mulher, sempre que notava sua presença, o suspeito passava a praticar atos obscenos explícitos no telhado, disparava comentários de cunho ofensivo e de assédio e, ao ser firmemente ignorado, passava a proferir ameaças de morte. O marido da vítima também passou a figurar como alvo das intimidações.

Diante do pânico instalado na rotina familiar, o companheiro da vítima instalou um sistema de câmeras de monitoramento residencial na tentativa de angariar provas materiais para a polícia. As gravações capturadas não apenas confirmaram o calvário enfrentado pela denunciante, mas também indicaram que o investigado utilizava o mesmo artifício de subir na laje para assediar e intimidar outras moradoras da vizinhança. Em março, com base nas evidências, o Judiciário deferiu as medidas protetivas de urgência, impondo restrições rígidas de aproximação e contato ao agressor.

Os principais fatos que motivaram a prisão preventiva em Várzea Grande reúnem:

  • Histórico de Abuso: Perseguição e assédio moral que se estendiam por cerca de quatro anos na vizinhança;
  • Atos de Importunação: Uso de uma laje residencial para vigiar a vítima e cometer atos obscenos direcionados;
  • Simulação de Atentado: Gestos imitando disparos de arma de fogo e promessa de morte contra o casal em maio;
  • Força Tarefa de Elite: Captura do infrator com apoio operacional de agentes da Core da Polícia Civil.

Vizinho simulou tiros e prometeu mortes em novo descumprimento de ordem judicial

Apesar de formalmente intimado a manter distância das vítimas, o agressor optou por desafiar abertamente o império da lei. No dia 9 de maio, um novo e violento caso de descumprimento de medida protetiva foi registrado na Delegacia da Mulher 24 Horas de Várzea Grande. A vítima relatou que, ao retornar para o seu domicílio em companhia do esposo, ambos foram interceptados visualmente pelo vizinho. Do alto da propriedade, o homem passou a fazer gestos balísticos simulando portar uma pistola, apontando em direção ao casal e gritando de forma agressiva: “Vou matar vocês”.

O descumprimento de medidas protetivas amparadas pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é tipificado como crime autônomo no ordenamento jurídico nacional, cabendo a decretação imediata de prisão preventiva quando o réu demonstra desprezo pelas ordens judiciais e põe em risco real a integridade física alheia. Diante da escalada da violência psicológica e da iminência de um ataque físico, a autoridade policial representou pela segregação cautelar do suspeito. O mandado foi cumprido na casa do acusado, que foi isolado em uma cela do sistema prisional mato-grossense.

Ficha Técnica do Mandado Judicial – PJC Dados Criminais e Qualificação do Caso (2026)
Idade e Condição do Investigado Homem de 55 anos de idade (Vizinho das vítimas)
Tipificações Penais Enquadradas Ameaça, Importunação Sexual e Violação de Medida Protetiva
Polo Geográfico dos Abusos Perímetro Urbano de Várzea Grande (MT)
Unidades Policiais que Executaram a Prisão Delegacia da Mulher de VG e Agentes da Core (Elite da PJC)
Canais para Denúncias Rápidas 190 (Polícia Militar) ou Plantão da Delegacia de Vulneráveis

A mobilização da Delegacia da Mulher junto ao grupo de elite Core para retirar esse agressor de circulação configura uma resposta institucional exemplar e indispensável, evidenciando que prender preventivamente indivíduos que zombam das restrições judiciais é a única forma de evitar que o assédio moral de vizinhança degenere em uma tragédia irreparável, embora muitas mulheres e juristas acompanhem o desfecho desse caso com justa indignação, alertando com seriedade que permitir que um histórico de abusos explícitos e importunação sexual em lajes se arraste por longos quatro anos antes de uma medida enérgica do Estado expõe as falhas crônicas e a lentidão no acolhimento de denúncias de vizinhança, o que sobrecarrega as vítimas com o custo de instalar câmeras privadas para provar o óbvio enquanto o criminoso se sente livre para simular disparos e decretar sentenças de morte contra trabalhadores honestos em pleno ano de 2026. Você considera que homens que descumprem medidas protetivas de urgência no ambiente de vizinhança deveriam perder o direito de responder ao processo em liberdade de forma definitiva até o julgamento final, ou acredita que o monitoramento por tornozeleira eletrônica já seria suficiente para garantir o distanciamento físico sem superlotar os presídios? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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