Polícia Civil desarticula grupo do tráfico em Confresa com operação

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Laços de Família para desarticular uma célula de facção criminosa investigada por atuar no comércio de entorpecentes na região de Confresa, em Mato Grosso. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e na prisão em flagrante de três pessoas por tráfico de drogas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidas porções de pasta base de cocaína, crack, maconha, sementes de cannabis, balanças de precisão, materiais utilizados para fracionamento e embalagem dos entorpecentes, além de 10 aparelhos celulares, cinco dispositivos de memória e uma motocicleta apontada como utilizada no suporte das atividades ilícitas.

De acordo com a Polícia Civil, os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. As ordens incluíram cinco prisões em Confresa e três em unidades prisionais localizadas em Vila Rica, Cuiabá e Nova Xavantina, além de buscas em Confresa e Vila Rica. Também foram autorizadas a quebra telemática de 13 contas Google, 13 números de WhatsApp, 13 dados telefônicos junto às operadoras e a extração forense dos aparelhos apreendidos.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, com apoio das Delegacias Municipais de Confresa, Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Conforme as investigações, o grupo investigado era formado por pessoas com vínculos familiares e conjugais, que exerciam funções específicas na estrutura criminosa, incluindo liderança, controle financeiro, distribuição e comercialização de drogas.

Segundo a investigação, iniciada após uma prisão em flagrante realizada em dezembro de 2025, a organização distribuía entorpecentes em regime de consignação, exigia prestação de contas dos revendedores e utilizava transferências eletrônicas para os pagamentos. Ainda conforme a apuração, os integrantes adotavam linguagem cifrada para tratar das drogas e apagavam conversas com frequência para dificultar a atuação policial.

As investigações também apontam que o grupo utilizava um imóvel para reuniões e para a realização dos chamados “tribunais do crime”. Conforme informou a Polícia Civil, crimes violentos registrados na região e possivelmente relacionados a essas decisões seguem sob investigação em procedimento próprio conduzido pela Delegacia Municipal de Confresa, com compartilhamento de provas autorizado pela Justiça.

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