O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou nesta terça-feira (27) que vai convocar os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros para uma reunião, a fim de entender a real situação e debater a integração dos órgãos de resgate.
A informação foi dada pelo chefe do Executivo estadual durante a reunião extraordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que debateu as demissões de mais de 50 servidores e contou com a participação do Ministério da Saúde.
“Eu quero entender como é que está o Samu em Cuiabá e como é que está o Corpo de Bombeiros, para não fazer sombreamento. Nós não temos dinheiro para jogar fora. Temos o dinheiro necessário para fazer o nosso serviço bem feito”, disse Pivetta.
Durante a reunião, o representante do Ministério da Saúde, o diretor do departamento de atenção hospitalar, domiciliar e de urgência, Fernando Augusto Marinho, afirmou, com base em um relatório, que a decisão de trocar o Samu pelo Corpo de Bombeiros “não é crível”.
“É razoável o governo do Estado achar que o governo federal deveria financiar mais [o Samu]. Agora, ampliar o atendimento para o Corpo de Bombeiros é a certeza de que não tem nenhum recurso do governo federal. É mais dinheiro do contribuinte de Mato Grosso sem nenhuma contrapartida do governo federal”, afirmou. Veja vídeo:
Cabe destacar que o Estado não acabou com o Samu, mas reduziu pela metade o número de profissionais que atuam na linha de frente no atendimento de ocorrências de resgate de emergência. Ao todo, 56 trabalhadores, o equivalente a cerca de 30% do quadro, foram demitidos, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma).

O Estado alega que fez uma integração com o Corpo de Bombeiros, que também atua no resgate de urgência. A pasta destacou, por meio de nota, que, desde a integração das ações do serviço de atendimento pré-hospitalar, prestado pelo Samu e pelos bombeiros, em 2025, os números de atendimentos aumentaram em 30% e o tempo-resposta às chamadas diminuiu em 36%.
Pivetta, apesar de tecer diversas críticas ao presidente Lula (PT) se disse aberto a parcerias com o governo federal.
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Comitiva do Ministério da Saúde vistoria Samu em Cuiabá após demissões