O crescimento da piscicultura, os desafios da atividade e as oportunidades para pequenos produtores foram temas do podcast Agro de Primeira, apresentado por Edevaldo Nascimento, com participação do zootecnista André Luiz do Nascimento Silva, técnico de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS e doutor em Produção e Sanidade Animal.
Segundo o especialista, a atividade vem registrando expansão contínua nos últimos anos, impulsionada pelo clima favorável, disponibilidade de água e avanço das tecnologias de produção.
“É uma cadeia, uma atividade que vem crescendo muito e ela vem desenvolvendo desde ali de 2012, 2013”, afirmou André.
Peixes nativos são mais rentáveis
Durante a entrevista, o zootecnista destacou que a tilápia continua liderando a produção estadual e nacional, mas os peixes nativos podem ser mais vantajosos para produtores com áreas menores.
Espécies como pacu, tambaqui, tambacu e pintado possuem maior valor de mercado e permitem melhores resultados financeiros mesmo em produções menores.
“Para o pequeno produtor, o que fica mais rentável sempre vai ser o peixe nativo. A tilápia aumenta a rentabilidade conforme a escala de produção cresce”, explicou.
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Planejamento e documentação evitam prejuízos
André também alertou que o sucesso da atividade depende de planejamento, escolha correta das espécies e regularização junto aos órgãos responsáveis.
Segundo ele, muitos produtores iniciam a implantação dos tanques sem avaliar fatores como mercado, disponibilidade de água e exigências legais.
Além da documentação necessária, o especialista recomenda que os interessados busquem capacitação antes de investir. Programas de assistência técnica, cursos e orientações especializadas ajudam a reduzir erros e aumentar as chances de retorno financeiro.

Com demanda crescente por pescado e diferentes opções de produção, a piscicultura segue ganhando espaço como alternativa para diversificar a renda no campo e fortalecer o agronegócio de Mato Grosso do Sul.