PF faz operação em Campo Grande e mais duas cidades contra fraude em terras

A Polícia Federal (PF) realiza nesta terça-feira (7) a operação Terra Forjada, em Campo Grande e outras duas cidades de Mato Grosso do Sul. A ação nasce das investigações da operação Pantanal Terra Nullius, que em maio do ano passado revelou um esquema de grilagem de terras da União no Pantanal.

Equipes na empresa Toposat Engenharia (Foto: Dyego Queiroz)

Segundo a PF, dessa vez o objetivo é apurar um esquema de fraude na inserção de informações em sistemas públicos federais para simular posse de terras, públicas e privadas.

“As investigações apontam a manipulação de dados em sistemas públicos federais, com a finalidade de simular domínio ou posse sobre áreas rurais, incluindo terras públicas e propriedades privadas regularmente constituídas. Também foram identificados indícios de fraudes relacionadas à reserva legal, com a inserção de informações inconsistentes para conferir aparência de regularidade ambiental”.

Consta nas investigações que um dos responsáveis pelo esquema teria inserido dados falsos nos sistemas oficiais para promover a apropriação de terra pública e a sobreposição indevida de área particular.

Conforme apurado pela reportagem, mandados de busca e apreensão são cumpridos em Campo Grande, Ponta Porã e Ribas do Rio Pardo.

Na capital, um dos endereços alvo de busca nesta terça-feira é a empresa Toposat Engenharia, que também foi visitada pelos policiais na primeira fase da operação. Pelo menos outros sete endereços recebem equipes da PF nesta manhã.

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Equipes da PF em Campo Grande (Foto: Dyego Queiroz)

Pantanal Terra Nullius

A operação Pantanal TerraNullius mirou um grupo suspeito de se apropriar de terras da União com uso de documentos falsos. Conforme divulgado na época, os investigados praticavam fraudes na emissão e comercialização de CRA (Cotas de Reserva Ambiental) – ou TCRAE (Títulos de Cota de Reserva Ambiental Estadual).

Com ajuda de servidores da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer), empresários e fazendeiros falsificavam documentos e os inseriam em processos administrativos de titulação para obterem áreas situadas dentro do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, localizado em faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Os responsáveis omitiam que as terras eram da União e assim, conseguiam a regularização pela Agraer. Para isso, eram realizados pagamentos de propina, até a emissão de títulos irregulares.

Em maio de 2025 foram cumpridos são cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande e um em Rio Brilhante.

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