O pastor Nivaldo de Almeida morreu neste sábado (5), em Cuiabá, em decorrência de complicações provocadas por um câncer. Ele lutava contra a doença havia cerca de três anos e estava internado no Hospital de Câncer de Mato Grosso. O sepultamento ocorreu na manhã deste domingo (6), na Capital.
Nivaldo havia sido alvo da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil em julho deste ano. A investigação apura a suposta ligação de integrantes de sua família com o Comando Vermelho e o uso de um projeto religioso para aproximar os investigados de integrantes da organização criminosa dentro e fora de unidades prisionais.
Durante a operação, os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão contra Nivaldo e a esposa dele, Orminda Carlos de Barcelos Almeida. A filha do casal, Rhavenna Barcelos Almeida, foi presa preventivamente.
Segundo a Polícia Civil, Rhavenna seria integrante de uma família de “missionários” que utilizava um projeto religioso para acessar unidades prisionais e manter contato com pessoas apontadas como integrantes da facção.
A jovem, conhecida nas redes sociais como “design de sobrancelhas”, é apontada pelos investigadores como uma das pessoas próximas de Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”. Conforme a investigação, ele seria uma liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso, possui pena unificada superior a 49 anos e está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica durante uma progressão de regime.

Investigação
De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o projeto religioso teria permitido que integrantes da família entrassem em unidades prisionais, entre elas a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A Polícia Civil suspeita que as visitas tenham sido utilizadas para manter contato com presos, intermediar recados, receber e distribuir valores e facilitar a comunicação entre integrantes da organização criminosa em Mato Grosso e uma facção atuante no Rio de Janeiro.
Ainda segundo as investigações, integrantes da família teriam recebido dinheiro enviado por presos e lideranças criminosas. Contas bancárias de familiares e de terceiros também teriam sido utilizadas para fracionar depósitos e repasses, com o objetivo de dificultar a identificação da origem dos recursos.
A polícia apura ainda a possível utilização de parte dos valores para custear viagens, procedimentos estéticos e aquisição de veículos. Entre os crimes investigados estão lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores.
Morte
Em comunicado divulgado pela família, Nivaldo lutava contra um câncer havia três anos e nas últimas semanas a doença chegou a um estágio em que não havia mais possibilidades de tratamento. O pastor morreu na manhã de sábado (5), enquanto estava internado no Hospital de Câncer de Mato Grosso.
O velório foi realizado na Capela Jardim, em Cuiabá. O sepultamento ocorreu na manhã deste domingo (6).
As investigações da Operação Fariseus continuam.