A investigação sobre a morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi concluída pela Polícia Civil com o indiciamento do pai da menina, Claudinei da Silva, por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar. A perícia confirmou que a vítima morreu por asfixia mecânica, enquanto apenas um dos cinco exames solicitados ainda aguarda conclusão.
A menina passava o fim de semana na casa do pai em Várzea Grande, quando foi agredida e morta, no dia 7 de junho deste ano.
Conforme apuração do Primeira Página, dos cinco exames feitos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), quatro já foram concluídos e entregues à Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que indiciou Claudinei.
Os documentos já finalizados foram remetidos ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a quem caberá oferecer a denúncia ou não sobre o crime para o processo criminal penal.
A perícia em local de morte foi concluída no dia 12 de junho, ou seja, cinco dias após a morte da menina. Já o confronto necropapiloscópico foi finalizado em 19 de junho. O exame de necropsia, foi concluído em 22 de junho e confirmou a causa da morte por asfixia mecânica.
Um exame toxicológico, para averiguar substâncias no corpo, foi finalizado nesta quarta-feira (8).
Ainda falta a conclusão do exame de DNA, cuja previsão é de finalização até a próxima sexta-feira (17). Segundo a perícia, este exame se baseia no confronto do material coletado na vítima com o do suspeito, complementar à necropsia, e pode avaliar se a menina passou por algum tipo de abuso sexual.

De acordo com a Politec, até o momento não houve perícia em aparelho celular. Autoridades policiais afirmaram, à época do crime, que o aparelho que a menina utilizava no dia do crime deveria ser periciado, já que o pai alegou que matou a filha pois a viu conversando com um menino na internet.
Familiares de Olga questionam a justificativa do pai e até mesmo parentes dele alegaram que Claudinei seria analfabeto e não sabia ler, se comunicando somente por áudios via celular, dificultando a tese de que ele teria lido algum tipo de troca de mensagens.
O Primeira Página entrou em contato com a defesa da família de Olga, para um posicionamento sobre o caso. A advogada Dayanne Rodrigues informou que os familiares “esperam que a justiça seja feita e ele pegue a maior condenação possível”.
A defesa de Claudinei não foi localizada.
Morte de Olga
Claudinei da Silva, está preso desde 8 de junho suspeito pela morte da filha Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, na noite de domingo (7). Ele tem passagem por violência doméstica contra a mulher, mãe da adolescente, e uma medida restritiva. O casal era separado.
A mãe da vítima contou à polícia que ela foi até a casa do suspeito, pai da adolescente, por volta das 18 horas, para buscá-la. No relato, ela contou que, após insistir, Claudinei saiu e disse a ela que a filha não estava na casa. Ele alegou que a criança estava brincando na casa de uma vizinha.
A mulher percebeu que o comportamento de Claudinei estava diferente. Em determinado momento, ela conseguiu entrar na casa e achou a filha desacordada em um quarto, com marcas de agressões no corpo.
Com ajuda de uma amiga, a mãe levou a adolescente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, mas ela já estava morta.
O suspeito se apresentou na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande. No depoimento à polícia, o delegado afirmou que ele estava sob efeito de álcool, demonstrou arrependimento e dizia coisas desconexas.
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