Pacientes recorrem a ventiladores em meio à superlotação no Hospital Regional

Imagens recebidas pelo portal Primeira Página mostram pacientes e funcionários do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul recorrendo a ventiladores portáteis para suportar o calor. O desconforto térmico torna ainda mais delicada a situação na unidade, que também enfrenta superlotação.

Ventiladores ao lado das macas a cadeiras de descanso no HR.
  1. Imagens revelam superlotação e situação precária de pacientes no HRMS

As imagens mostram ventiladores direcionados aos pacientes, apoiados em mesinhas, cadeiras ou qualquer estrutura disponível. Os aparelhos são levados pelas próprias famílias.

Os ventiladores também foram distribuídos sobre prateleiras e balcões para os funcionários, mostram os registros aos quais a reportagem teve acesso. Apesar da situação, nesta quinta-feira (23), o hospital informou que o sistema de ar-condicionado central da unidade está funcionando normalmente.

Design sem nome 2026 04 24T195853.197
Ventiladores ao lado das macas no HR. (Foto: Arquivo pessoal)

“A unidade informa que o equipamento está em pleno funcionamento nas áreas por ele atendidas.”

Hospital Regional de MS.

Design sem nome 2026 04 24T200037.217
Ventiladores sobre armário e balcões no HR. (Foto: Arquivo pessoal)

Superlotação

Vídeos obtidos pela redação mostram o estado delicado dos pacientes internados no hospital nesta sexta-feira (24). Superlotado, o Pronto Atendimento Médico (PAM) adulto apresenta pacientes em macas, falta de espaço e até crianças precisando ficar apenas de fralda para suportar o calor em ambientes sem estrutura adequada. Nos corredores e na área vermelha do PAM, que deveria comportar apenas sete pacientes, havia 20 internados, sendo oito deles intubados.

Na tarde desta quinta-feira (23), a taxa de ocupação na área vermelha do PAM pediátrico era de 150%, enquanto a área verde registrava 109%. A superlotação no hospital, conforme apurado, é recorrente, segundo o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Ricardo Bueno.

“A situação hoje é crítica. Ela coloca em risco a vida do paciente, porque o funcionário está sobrecarregado. São menos profissionais, muitas horas de trabalho, e isso está levando à exaustão. O caos do hospital regional não é de hoje. E me parece que torcem pelo caos para que aconteça o que está acontecendo, que são futuras terceirizações do hospital. Isso está causando um dano muito grande à população, colocando em risco a vida dos pacientes. E os nossos funcionários acabam adoecendo de tanto serviço acumulado. Na área vermelha, seria necessário um profissional para cada dois pacientes, e não é essa a realidade hoje. Um funcionário chega a cuidar de até 10 pacientes.”

Ricardo Bueno.

Assista ao vídeo da superlotação no HR.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia