A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (14), operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar fraude eletrônica que causou prejuízo de mais de R$ 600 mil em Campo Grande. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e 25 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) e teve início após um banco da capital perder 655 mil no golpe.
Conforme a apuração, os suspeitos utilizaram credenciais falsas da instituição financeira, obtidas por meio de um levantamento “profundo” de informações. Com os dados, os integrantes do grupo conseguiram se passar por funcionários de uma área estratégica do banco para executar a fraude.
As investigações apontaram ainda que a organização atuava em todo o país, com núcleos nos três estados onde os mandados foram cumpridos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares e outros dispositivos móveis. Em uma das residências, também foram encontradas drogas, o que resultou na prisão em flagrante de um dos investigados por tráfico.
Mudança de “ares”
De acordo com a investigação, líderes do esquema tinham histórico de crimes graves e violentos, como tráfico de drogas, roubo majorado com uso de arma de fogo e homicídio. Mas, após períodos de prisão, esses suspeitos teriam migrado para crimes praticados pela internet, adotando métodos mais sofisticados para obter vantagens financeiras.

Por isso, o nome da operação, Reboot, faz referência à ideia de reinício.
Segundo a Polícia Civil, agora os investigados foram indiciados por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas previstas para os crimes podem variar de oito a 21 anos de prisão.
A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, também participaram equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
Os suspeitos presos permanecem custodiados à disposição da Justiça.