A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou neste domingo (16) que o ônibus envolvido no acidente que matou 10 pessoas na BR-040, em Petrópolis (RJ), realizava transporte clandestino de passageiros. Segundo a agência, o veículo não possuía autorização para operar viagens interestaduais e nenhuma das empresas relacionadas ao coletivo está habilitada para esse tipo de serviço.
O acidente aconteceu por volta das 4h30, no km 91 da rodovia, em um trecho que passava por obras e contava com interdição parcial da pista. O ônibus tombou e deixou 10 mortos, além de dezenas de feridos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 49 pessoas estavam no veículo no momento do acidente. Pelo menos 23 vítimas foram encaminhadas a unidades de saúde da região. Entre os mortos estão mulheres e uma criança. O motorista sobreviveu e sofreu fraturas nas duas pernas.
ANTT emite nota sobre empresa de ônibus envolvida
Em nota, a ANTT informou que o ônibus está registrado em nome de empresas que não possuem autorização para o transporte interestadual de passageiros. A agência também afirmou não ter localizado registro de habilitação para a empresa que teria sido apontada como responsável pela viagem.

-
Indígenas mortos na MS-180 serão identificados por DNA
-
Câmera flagrou carro avançando sinal e atingindo picape em frente de delegacia
-
Carro perde controle e derruba muro de casa após batida em Campo Grande
-
Dupla em moto atira e mata adolescente de 14 anos em Campo Grande
Além disso, o coletivo exibia um adesivo com identificação de outra empresa que, segundo a ANTT, também está inapta para realizar esse tipo de operação.
A agência ressaltou que as informações foram obtidas a partir dos registros disponíveis em seus sistemas e que a situação será analisada pelas autoridades responsáveis pela fiscalização e pela investigação do acidente.
Empresa de transporte não se manifesta
A defesa da empresa Estrela Guia informou que não irá comentar o caso neste momento. Segundo o advogado, eventuais manifestações serão apresentadas apenas nos autos do processo.
As causas do acidente continuam sendo investigadas pelas autoridades.
