A onça-pintada capturada após atacar cães na área urbana de Corumbá será monitorado mensalmente por pesquisadores para acompanhar a adaptação ao novo habitat. A felina foi solta no domingo (3) na região da Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense.
De acordo com o médico vererinário que participou da soltura da onça-pintada, Luka Moraes, o monitoramento será fundamental nos próximos meses para avaliar se o animal conseguirá se adaptar, encontrar alimento e estabelecer território. Equipes também poderão emitir alertas caso a onça se aproxime de áreas habitadas.
A captura ocorreu no sábado (2), como parte de uma força-tarefa envolvendo equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA), pesquisadores e médicos-veterinários. Após ser contida com segurança, a onça foi sedada e encaminhada para avaliação clínica.
Segundo os especialistas, trata-se de uma fêmea jovem, com cerca de 4 anos e 72 quilos. Exames laboratoriais foram realizados para descartar doenças que poderiam representar risco a outras onças da região.
Com o estado de saúde considerado adequado, foi autorizada a transferência do animal para uma área mais preservada do bioma.
Antes da soltura, a onça recebeu um colar com tecnologia GPS, que permitirá o monitoramento remoto dos seus deslocamentos.
O equipamento vai fornecer dados sobre comportamento, área de ocupação e condições de adaptação ao novo ambiente.
A soltura ocorreu em uma área remota da Serra do Amolar, distante de comunidades ribeirinhas e propriedades rurais, como forma de reduzir o risco de novos conflitos com humanos.
A região escolhida integra uma área de preservação próxima ao Parque Nacional do Pantanal e já abriga outras onças-pintadas.
A iniciativa faz parte de estratégias de manejo que buscam garantir a convivência entre humanos e grandes felinos no Pantanal, especialmente em períodos de cheia ou após incêndios, quando é mais comum a aproximação desses animais de áreas urbanas.