A tecnologia e a sustentabilidade estão impulsionando o avanço da suinocultura em Mato Grosso do Sul. O tema foi destaque no podcast Agro de Primeira, apresentado por Tati Scaff e Edevaldo Nascimento, que recebeu o diretor executivo da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), Lucas Ingold, para discutir os desafios, oportunidades e tendências do setor.
Segundo Ingold, a atividade no estado já surgiu com um perfil moderno e altamente tecnificado, favorecendo o crescimento acelerado da produção.
“O Mato Grosso do Sul, a suinocultura aqui, ela já começou com uma cara naturalmente tecnificada, moderna e tecnológica”, destacou.
Suinocultura coloca MS na rota global da carne suína. (Foto: Divulgação)
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Eficiência e tecnologia aceleram expansão do setor
Durante a entrevista, o diretor da Asumas explicou que a rapidez do ciclo produtivo exige decisões cada vez mais ágeis dos produtores. Por isso, indicadores como ganho de peso, conversão alimentar, biosseguridade e controle climático das granjas são fundamentais para garantir rentabilidade.
Ele também ressaltou que o estado reúne condições favoráveis para a expansão da atividade, como oferta de grãos, localização estratégica e produtores abertos à adoção de novas tecnologias.
Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição na produção nacional de suínos, mas está entre os estados que mais crescem no setor.
O ouro da suinocultura pode não estar no animal, mas no que ele produz. (Foto: Famasul)
Biometano e carbono ampliam oportunidades no campo
Além da produção de carne, a suinocultura vem criando novas possibilidades de negócios dentro das propriedades rurais. Entre elas estão a fertirrigação, o mercado de carbono e a produção de biometano a partir dos dejetos dos animais.
De acordo com Ingold, o aproveitamento desses resíduos pode gerar economia, aumentar a produtividade agrícola e até produzir energia limpa.
“O produtor realmente tem dinheiro ali. Ele pode transformar o dejeto suíno em recurso financeiro para ele”, afirmou.
Suinocultura de MS cresce com tecnologia, sustentabilidade e novas fontes de renda. (Foto: Reprodução)
A entidade também trabalha no Programa Asumas de Sustentabilidade (PAS), que incentiva boas práticas relacionadas ao meio ambiente, gestão, biosseguridade e responsabilidade social.
Para os próximos anos, a expectativa é que a atividade esteja cada vez mais ligada à transição energética, agregando valor não apenas pela produção de proteína animal, mas também pela geração de energia renovável.