MT tem aumento de 127% no CAR após implantação de cadastro digital

O número de validações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em Mato Grosso mais que dobrou após a adoção de uma nova ferramenta digital. Dados apresentados nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que o Estado saiu de 12.163 cadastros validados manualmente para 27.629 por meio do sistema eletrônico, um salto de 127% que muda o ritmo da regularização ambiental no território.

O cadastro é uma exigência legal dentro de um sistema com uma base de dados de todas as informações sobre as áreas, uso do solo, reserva legal e outros itens. – Foto: Secom-MT

A mudança está diretamente ligada ao CAR Digital 2.0, plataforma lançada em junho do ano passado com a proposta de automatizar etapas que antes dependiam de análise humana. Na prática, o sistema cruza dados geoespaciais e reduz o tempo de validação, um dos principais gargalos históricos do cadastro.

Os dados foram apresentados durante audiência que discutiu ações de combate a incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal. O encontro faz parte da ADPF 743, processo que acompanha medidas estruturais adotadas pelos estados para melhorar a gestão territorial e ambiental nessas regiões.

Atualmente o estado soma 42.335 cadastros do CAR validados. Desse total, 27.629 foram analisados pelo CAR Digital 2.0, enquanto 2.543 passaram pela versão anterior do sistema e outros 12.163 ainda foram feitos manualmente.

Secretaria do Meio Ambiente no STF
A secretária do Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, foi uma das responsáveis por apresentar os dados no STF. – Foto: Rosinei Coutinho/STF

Apesar do avanço, a base digital ainda não cobre todo o Estado: 80 dos 142 municípios já estão integrados à nova plataforma.

A audiência foi determinada pelo ministro Flávio Dino e conduzida pela juíza Camila Murara, reunindo representantes técnicos dos estados e membros do Judiciário. No centro do debate, está a pressão para que os governos acelerem a regularização ambiental como estratégia para reduzir queimadas e melhorar o controle sobre o uso da terra.

Especialistas apontam que, embora o salto numérico seja significativo, o desafio agora é garantir a qualidade dessas validações e ampliar a cobertura do sistema. Sem isso, o ganho de escala pode não se traduzir em maior efetividade no combate ao desmatamento e aos incêndios ilegais.

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