A moradora de Sinop (MT) Fabi Kovalski usou as redes sociais para esclarecer que não é a mãe da bebê Helena, de 10 meses, que morreu após ser vítima de estupro em Fortaleza (CE). A confusão fez com que ela e o marido passassem a receber mensagens e ataques no Instagram.
Por coincidência, Fabi também tem uma filha chamada Helena. Segundo ela, o número de seguidores aumentou repentinamente e desconhecidos começaram a enviar mensagens afirmando que sua filha seria a criança que morreu.
“Eu não sou a mulher, nem pareço com ela. Eu tenho uma filha chamada Helena. Estão me mandando mensagem dizendo que minha filha parece muito com a bebê do caso”, afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais. Assista abaixo:
Além das mensagens, a moradora relatou que algumas pessoas começaram a denunciar sua conta no Instagram. O marido dela também passou a sofrer ataques por internautas que o confundiram com um dos homens presos durante a investigação do crime.
“Estão esculachando ele. Tive que apagar todos os comentários. Estavam comentando inclusive nas fotos da minha Helena”, contou.
Fabi publicou uma série de stories para explicar que não possui qualquer ligação com o caso ocorrido no Ceará. Ela afirmou não saber como a associação equivocada começou e decidiu manter o perfil aberto para que os esclarecimentos possam ser vistos pelas pessoas que chegarem à página.
Entenda o caso da bebê Helena
A bebê Helena, de 10 meses, morreu na manhã de segunda-feira (13), em Fortaleza, depois de ser levada a uma unidade de saúde. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), profissionais do hospital constataram que a criança havia sofrido violência sexual.
Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26, foram presos em flagrante e são investigados pelo crime. Francisco Ray mantinha um relacionamento com a mãe da criança, identificada como Isabelle.
A mãe estava em casa e, inicialmente, acreditou que a filha estivesse engasgada. Ela acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, mas, como o atendimento não chegou, decidiu levar a bebê a uma unidade de saúde por conta própria.
Também estava no imóvel Roberto Levy, primo de Francisco Ray. Segundo as informações da ocorrência, ele teria sido encontrado com o corpo sobre a criança.
A bebê não resistiu aos ferimentos. A SSPDS não divulgou detalhes sobre a dinâmica do crime, o horário em que a violência teria ocorrido ou a atuação das equipes de emergência.
Além dos dois homens presos, outras pessoas foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil aguarda os laudos da Perícia Forense e continua investigando as circunstâncias da morte.
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que realizou exames no local da ocorrência e o exame cadavérico.
Defesa aguarda conclusão dos laudos
A defesa de Francisco Ray afirmou que acompanha as investigações e aguarda a conclusão das perícias. Confira a nota na íntegra:
“A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.
O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.
A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos”.

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