Ministério Público denuncia suspeito de matar jovem em pesqueiro de Sorriso

A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso, município localizado a 420 km de Cuiabá, ofereceu denúncia contra José Alves dos Santos pelo assassinato da ex-convivente Jacyra Grampola Gonçalves da Silva, ocorrido em 17 de agosto deste ano.

Além do crime de feminicídio majorado, ele também responderá por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

MP denuncia homem por feminicídio e porte ilegal de arma em Sorriso .(Foto: Reprodução)

De acordo com o Ministério Público, o homicídio foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, responsável pela denúncia, destacou que o acusado agiu de forma premeditada e com dissimulação, atraindo a vítima com a falsa promessa de entregar um presente. Jacyra, sentada e desprevenida, não teve chance de defesa.

O crime ocorreu em um pesqueiro no bairro Verdes Campos, espaço público e frequentado por várias pessoas, o que aumentou o risco coletivo. Além disso, José Alves descumpriu uma medida protetiva de urgência que havia sido concedida a pedido da vítima, após o término de um relacionamento que durou aproximadamente dois meses.

Dinâmica do crime

Segundo as investigações, no dia do assassinato José Alves abordou Jacyra e a convidou para ir até seu veículo. Diante da recusa, ele buscou uma arma que havia escondido no carro e retornou ao local carregando um embrulho, simulando tratar-se de um presente. Aproximou-se de forma calma e, ao chegar perto da ex-companheira, disparou várias vezes contra ela.

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Os tiros provocaram a morte imediata de Jacyra e causaram pânico entre as pessoas que estavam no estabelecimento.

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Ex-companheiro é denunciado por assassinato de Jacyra em pesqueiro de Sorriso. (Foto: PJC-MT)

Qualificadoras do feminicídio

O Ministério Público incluiu na denúncia circunstâncias que agravam o crime, como a violência doméstica e familiar, o recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o perigo comum decorrente dos disparos em área pública.

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Com a denúncia formalizada, cabe agora ao Poder Judiciário analisar o caso e decidir sobre a abertura da ação penal.

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