A pequena Maria Alice Lima Couto, de 3 anos, que morreu afogada na tarde dessa sexta-feira (1º), teria aguardado por equipes de socorro por mais de meia hora em um clube particular no bairro Jardim Fortaleza em Cuiabá, segundo relato de testemunhas à Polícia Militar.
Com a demora na chegada de uma ambulância, a vítima foi levada por policiais militares até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pascoal Ramos, onde teve a morte confirmada.
Conforme o boletim de ocorrência da PM, a vítima estava acompanhada pela madrasta, que a levou para passear enquanto a mãe trabalhava. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram testemunhas tentando reanimar a criança, enquanto aguardavam a chegada do socorro.
Uma das testemunhas informou aos militares que a criança aguardava uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a cerca de trinta minutos, enquanto as pessoas que tentavam prestar os primeiros socorros foram orientadas, por meio do atendimento telefônico, a realizarem massagem cardíaca na criança.
Devido à demora na chegada da ambulância, os policiais militares levaram a vítima na viatura até a UPA Pascoal Ramos, onde a criança deu entrada com parada cardiorrespiratória e, mesmo após tentativas de reanimação, ela teve a morte confirmada.
No boletim da PM consta, ainda, a informação de que uma ambulância do Corpo de Bombeiros chegou à UPA cerca de 10 minutos após a entrada da vítima.
Ao Primeira Página, a corporação confirmou que também foi acionada para o resgate, mas que ao chegar ao local, a vítima já havia sido encaminhada para atendimento médico.
Vítima passeava com a madrasta
Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança teria ido trabalhar por volta das 11h30 e a companheira dela levou a menina para o clube, entrando com ela na parte rasa da piscina.
Ainda conforme a polícia, a madrasta teria ficado no local com a criança e duas amigas. Em certo momento, foi ao banheiro e, ao retornar, encontrou a criança sendo socorrida por terceiros. A mulher se apresentou como responsável pela menina e aguardou a chegada e equipes policiais.
O caso é investigado.
O que diz a Secretaria de Saúde
O Primeira Página tenta contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para esclarecer a suposta demora no atendimento da ocorrência por parte do Samu. Até o momento, não houve retorno.
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