Ao deixar o governo de Mato Grosso nesta terça-feira (31), Mauro Mendes criticou a falta de apoio do governo federal em projetos considerados estratégicos para o Estado e afirmou que a gestão precisou avançar com base na própria capacidade de investimento.
“Não podemos esperar nada do governo federal”, afirmou, ao comentar a ausência de avanços em obras indicadas ainda no início do atual mandato presidencial.
Durante o discurso de despedida, Mendes citou como exemplo a tentativa de assumir a gestão do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, que, segundo ele, acabou frustrada após dois anos de negociações. O ex-governador afirmou que o Estado tinha recursos disponíveis para investir no local, mas que a proposta não avançou.
“Mostramos que tínhamos condições de investir, mas preferiram outro caminho. Até agora não aconteceu nada. Foi um boicote aos interesses maiores do meio ambiente e de Mato Grosso”, disse.
Apesar das críticas, Mauro Mendes destacou que deixa o governo com a sensação de dever cumprido e afirmou que o Estado entrou em um novo ciclo de desenvolvimento. “Colocamos Mato Grosso nos trilhos corretos, na direção certa. Se mantivermos esse caminho, teremos um ciclo de prosperidade pelos próximos anos”, afirmou.
Ele também ressaltou que a gestão foi responsável por avanços na economia e na prestação de serviços públicos, e que os resultados foram construídos ao longo dos mais de sete anos de governo. “Tudo que planejamos aconteceu. Esse período está sendo reconhecido como um dos mais prósperos da história do Estado”, disse.
Mendes afirmou que deixa o governo com uma série de obras em andamento em diferentes regiões do Estado, incluindo rodovias, escolas e hospitais, além de parcerias com municípios.
Segundo ele, o volume de investimentos e projetos em execução reforça o cenário de crescimento e continuidade administrativa.
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