O candidato ao governo de Mato Grosso Maurício Coelho (Mobiliza) prometeu zerar o IPVA de carros flex e o ICMS cobrado sobre a energia elétrica como parte de uma estratégia para reduzir o custo de vida no Estado. As medidas seriam financiadas, segundo ele, pela revisão das renúncias fiscais concedidas atualmente e teriam impacto estimado de R$ 2,8 bilhões por ano aos cofres estaduais.
Empresário e presidente do Instituto Brasil Cooperado, Maurício tem colocado a redução do custo de vida no centro da campanha. Durante a entrevista realizada nesta quinta-feira (17), no MT1, o candidato defendeu que o governo estadual direcione mais recursos e benefícios tributários para aumentar o poder de compra das famílias.
Entre as principais propostas, Maurício prometeu zerar o IPVA para veículos flex. Segundo os cálculos apresentados pelo candidato, a medida representaria uma renúncia de aproximadamente R$ 1,8 bilhão por ano.
“Vamos fazer o corte do IPVA para quem tem carro flex. Vai custar R$ 1,8 bilhão para o Estado e é possível fazer revertendo essas renúncias fiscais”, afirmou.
A proposta divulgada pela campanha também prevê compensar os municípios pela perda da parcela da arrecadação do IPVA a que têm direito.
Na energia elétrica, Maurício propõe zerar o ICMS. A estimativa apresentada por ele é que a medida reduza em 17% o valor da conta de luz e tenha impacto de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano para o Estado.
“Vamos trocar essas renúncias por renúncias que, de fato, cheguem à população, como, por exemplo, o corte do ICMS na sua conta de luz. O corte do ICMS vai baixar 17% da tarifa e vai custar R$ 1 bilhão para o Estado”, disse.
A redução de 17% é uma estimativa apresentada pela candidatura e também consta entre as propostas do plano de governo.
Assista a entrevista completa:
Incentivos fiscais
Para financiar as duas medidas, Maurício defendeu uma revisão da política de incentivos fiscais de Mato Grosso. Durante a entrevista, afirmou que o Estado teria atualmente cerca de R$ 15 bilhões em renúncias e classificou parte desses benefícios como desnecessária.
“Hoje, a maior fatia do orçamento são as renúncias fiscais desnecessárias. São R$ 15 bilhões, quase quatro vezes o orçamento da saúde, que é de R$ 4,1 bilhões”, afirmou.
Maurício argumentou que a mudança permitiria deixar uma parcela maior dos recursos com as famílias e estimular o consumo dentro do Estado.
Aluguel mais barato
Na habitação, Maurício apresentou o chamado “Choque do Aluguel Barato”. A proposta prevê inicialmente a construção de 10 mil moradias e a entrada do Estado no mercado de locação, com imóveis oferecidos abaixo dos preços praticados no mercado.
“Esse choque do aluguel barato é simplesmente o Estado entrar no mercado de aluguel, baixando o preço”, explicou.
O programa habitacional divulgado pela candidatura prevê inicialmente unidades em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Cáceres.
Veja um resumo das propostas apresentadas:
Veja as propostas apresentadas por Maurício Coelho no MT1
Candidato ao governo de Mato Grosso falou sobre custo de vida, energia elétrica, IPVA, incentivos fiscais e habitação.
Clique em cada tema para ver as propostas apresentadas durante a entrevista.
Custo de vida
- Colocar o trabalhador urbano entre as prioridades das políticas econômicas do Estado.
- Adotar medidas para aumentar o poder de compra das famílias mato-grossenses.
- Redirecionar benefícios tributários para medidas que, segundo o candidato, tenham impacto direto no orçamento das famílias.
- Estimular o consumo dentro do Estado por meio da redução de impostos pagos pela população.
Conta de luz
- Zerar o ICMS cobrado sobre a energia elétrica.
- Reduzir em 17% o valor da conta de luz, conforme estimativa apresentada pelo candidato.
- Destinar cerca de R$ 1 bilhão em renúncia fiscal para viabilizar a medida.
IPVA
- Zerar o IPVA para proprietários de veículos flex.
- Usar a revisão das atuais renúncias fiscais para financiar a isenção.
- Destinar cerca de R$ 1,8 bilhão em renúncia fiscal para viabilizar a medida, segundo estimativa apresentada pelo candidato.
Incentivos fiscais
- Rever as renúncias fiscais concedidas atualmente pelo Estado.
- Reduzir benefícios fiscais que o candidato considera desnecessários.
- Trocar parte dos atuais incentivos por benefícios tributários direcionados às famílias.
- Usar a revisão das renúncias para financiar medidas como ICMS zero na energia e IPVA zero para carros flex.
Habitação e aluguel barato
- Implantar o programa chamado “Choque do Aluguel Barato”.
- Construir inicialmente 10 mil moradias.
- Fazer o Estado entrar no mercado de locação oferecendo imóveis a preços mais baixos.
- Usar imóveis residenciais construídos pelo programa para tentar reduzir o preço dos aluguéis.
- Investir cerca de R$ 7 bilhões no programa completo, conforme estimativa apresentada pelo candidato.
Desenvolvimento urbano
- Construir novas avenidas estruturantes nos municípios contemplados pelo programa habitacional.
- Aproveitar áreas próximas às novas avenidas para empreendimentos residenciais e comerciais.
- Destinar os imóveis residenciais ao programa de aluguel mais barato.
- Vender ativos comerciais criados pelo projeto para ajudar a financiar o programa habitacional.
- Recuperar parte do investimento público por meio da comercialização dos ativos imobiliários.
Programa de R$ 7 bilhões
Durante a entrevista, Maurício estimou em cerca de R$ 7 bilhões o custo total do programa habitacional. O modelo apresentado por ele prevê que parte do investimento seja recuperada com a exploração de ativos imobiliários criados pelo próprio projeto.
A proposta prevê construir novas avenidas estruturantes nos municípios e utilizar áreas próximas para empreendimentos residenciais e comerciais. Os imóveis residenciais seriam utilizados no programa de aluguel mais barato, enquanto os espaços comerciais poderiam ser vendidos para ajudar a financiar o projeto.
“Os ativos residenciais serão usados para fazer esse choque do aluguel barato, que é simplesmente o Estado entrar no mercado de aluguel, baixando o preço. Enquanto os ativos comerciais serão usados para vender a mercado, colaborando com o custo do projeto inteiro”, explicou.
-
Otaviano Pivetta fala sobre proteção às mulheres, obra do Parque Novo MT e água em Várzea Grande
-
Wellington Fagundes promete pagar RGA, contratar 5 mil policiais, concluir VLT e rever incentivos em MT
-
TV Centro América faz série de entrevistas com candidatos ao governo de MT