Investigação descobre local onde abusos contra criança de 5 anos eram gravados e suspeito é preso

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) realizou nesta sexta-feira (18) mais uma fase da Operação Sentinela, voltada ao combate a crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual. Durante a ação, as equipes chegaram ao local em que uma criança de 5 anos era abusada e prenderam o autor em flagrante.

O suspeito foi encontrado em Campo Grande.

Suspeito foi encontrado em Campo Grande (Foto: Polícia Civil)

Segundo a Polícia Civil, durante uma investigação cibernética relacionada à circulação de material de abuso sexual infantil, a equipe da Depca identificou arquivos em que uma criança de 5 anos era abusada. A partir de análises técnicas, os investigadores conseguiram rastrear o local onde o material teria sido produzido.

Com as informações reunidas, a Polícia Civil representou mandado de busca e apreensão no endereço, o que foi autorizado pela Justiça.

Com a ordem judicial nas mãos, as equipes foram ao endereço de Campo Grande. No local, encontraram o investigado, um homem adulto, no mesmo cômodo em que estava a criança.

A análise preliminar do imóvel e dos elementos encontrados no local indicou que o endereço realmente era o mesmo que aparecia nos registros de abuso. Por isso, o suspeito foi preso em flagrante.

A criança foi acolhida e encaminhada para atendimento psicossocial especializado. Em depoimento especial, confirmou os abusos, e o Conselho Tutelar foi acionado para garantir sua inclusão na rede de proteção.

Diante das provas, a Polícia Civil também representou pela prisão preventiva do investigado.

Denúncias

De acordo com a Polícia Civil, a sigla CSAM (Child Sexual Abuse Material) é utilizada internacionalmente para identificar materiais que registram situações reais de abuso sexual infantil. “Cada imagem ou vídeo representa um abuso efetivamente praticado, cuja repressão é prioridade absoluta das forças de segurança”.

Casos de suspeita de exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100 ou comunicados em qualquer unidade policial.

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