Quase um mês após um recém-nascido ser encontrado morto em uma lixeira de Ponta Porã, o laudo pericial concluiu que o bebê nasceu com vida, o que reforça a hipótese de infanticídio investigada pela polícia.
O corpo do recém-nascido foi encontrado na manhã do dia 21 de abril por trabalhadores da coleta de resíduos. A mãe do bebê, uma adolescente de 17 anos, é apontada como a principal suspeita do caso.
Segundo informações da polícia, o bebê estava enrolado em um casaco e aparentava estar morto havia algumas horas. A peça de roupa usada para cobrir o corpo tinha manchas de sangue.
De acordo com o advogado da adolescente, ela não sabia que estava grávida. Conforme a defesa, a jovem chegou a suspeitar da gestação, mas não realizou teste e não apresentou barriga visível ao longo dos meses, motivo pelo qual acreditava não estar grávida.
Ainda segundo o relato apresentado pela defesa, na segunda-feira (20), a adolescente começou a passar mal, foi ao banheiro e sentiu fortes cólicas. Ela teria dado à luz no local.
A jovem afirmou que o bebê nasceu sem vida, “roxinho”, e que, por isso, os pais dela, que estavam na residência, não ouviram choro nem perceberam o parto.
A adolescente esperou que os pais saíssem de casa para retirar o bebê do imóvel. Em seguida, deixou o recém-nascido em uma lixeira e retornou para casa.
O laudo pericial, porém, contradiz a versão apresentada pela jovem ao apontar que o bebê nasceu com vida. Apesar disso, a causa da morte foi considerada indeterminada pela perícia.
O inquérito policial ainda não foi concluído. Segundo a Polícia Civil, faltam apenas os depoimentos de algumas testemunhas para o encerramento das investigações.
Por envolver uma adolescente, a polícia informou que não divulgará detalhes sobre uma eventual responsabilização da jovem. Até o momento, contudo, a apuração aponta, em tese, para a prática de infanticídio.