A Justiça do Tocantins decretou a prisão do ex-deputado estadual Adalto de Freitas Filho, conhecido como Daltinho, por não pagamento de pensão alimentícia à ex-mulher e à filha. O valor da dívida alimentar ultrapassa R$ 140 mil, referente a parcelas acumuladas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, além de valores que continuarão vencendo até a quitação total.
A decisão foi emitida pela 3ª Vara da Família e Sucessões de Palmas e prevê prisão civil pelo prazo de até 60 dias, em regime fechado, com a determinação de que ele seja mantido separado de presos comuns. O mandado tem validade de um ano, a partir de 17 de abril de 2026, e ainda não foi cumprido.
De acordo com o documento judicial, a justificativa apresentada por Daltinho para o não pagamento foi rejeitada pela Justiça, que autorizou a expedição imediata do mandado. A decisão também estabelece que a ordem de prisão pode ser suspensa caso ele pague o valor integralmente.
O mandado determina que qualquer autoridade policial que tiver conhecimento da ordem deve efetuar a prisão e encaminhar o ex-parlamentar a uma unidade prisional, ficando à disposição da Justiça.
Após o cumprimento da prisão pelo período estabelecido, a liberação deve ocorrer automaticamente, caso não haja outra ordem judicial em aberto.
O Primeira Página tentou localizar a defesa do ex-deputado para saber se houve cumprimento da decisão, mas não o contato não foi possível.