Com a proximidade do Carnaval, o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), da Esmagis-MT, e o Núcleo de Sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso uniram forças para conscientizar os foliões. O objetivo é reduzir o impacto ambiental causado pelo aumento expressivo de resíduos durante as festas de rua.
Segundo Jaqueline Schoffen, gestora do Núcleo de Sustentabilidade, pequenas escolhas individuais, como o descarte correto de uma lata ou o uso de adereços reaproveitáveis, são fundamentais para a saúde coletiva e a preservação da cidade.
Uma das principais frentes da campanha foca no combate aos microplásticos, comuns em glitters convencionais que contaminam solos e rios. A recomendação é substituir o brilho plástico por versões biodegradáveis ou tintas naturais. Além disso, a gestão incentiva o uso de fantasias criativas feitas com materiais recicláveis ou trocadas entre amigos, evitando o consumo desenfreado de itens descartáveis que acabam sobrecarregando os aterros sanitários após a quarta-feira de cinzas.
Dicas para uma Folia Eco-Responsável
Para quem quer se divertir sem agredir o planeta, os órgãos de sustentabilidade destacam quatro pilares essenciais:
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Gestão de Resíduos: Utilize copos reutilizáveis e jamais jogue lixo no chão. Lembre-se que resíduos nas ruas entopem bueiros e aumentam o risco de enchentes.
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Descarte Especial: Itens como sprays de espuma, aerossóis e baterias de adereços luminosos possuem substâncias tóxicas. Devem ser levados a ecopontos e nunca misturados ao lixo comum.
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Mobilidade e Hidratação: Prefira garrafas de água reutilizáveis e opte pelo transporte coletivo ou caronas para reduzir a emissão de poluentes e o caos no trânsito.
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Respeito ao Patrimônio: Preserve jardins, monumentos e mobiliários urbanos. Utilize sempre os banheiros públicos para manter a higiene e a conservação das vias.
As ações fazem parte de uma estratégia maior do Judiciário de Mato Grosso, por meio de projetos como o ReciclaJUD, que busca expandir a cultura da preservação ambiental para além das instituições públicas. A ideia é mostrar que a diversidade e a alegria do Carnaval são plenamente compatíveis com a proteção dos ecossistemas urbanos e naturais.