O desaparecimento do jovem Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 21 anos, terminou de forma trágica em Diamantino (MT), nessa quinta-feira (7). O corpo dele foi encontrado enterrado em uma área de reserva florestal de eucaliptos, mais de um mês após a família perder contato com o rapaz, que havia deixado o interior de São Paulo a trabalho em Mato Grosso.
Um suspeito, de 18 anos, foi preso em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e integrar organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, o jovem era natural de Iacri (SP) e tinha se mudado recentemente para Diamantino para trabalhar em uma granja da cidade. Na noite do dia 3 de abril, Paulo e outro funcionário deixaram a casa onde estavam hospedados para buscar água e usar o banheiro em um posto de combustível.
Durante o trajeto, os dois teriam sido abordados por criminosos armados e levados para um imóvel da cidade. Conforme as investigações, eles foram interrogados, ameaçados e violentamente agredidos pelos suspeitos.
A polícia informou que os criminosos exigiram que Paulo mostrasse as tatuagens do corpo. Ao identificarem símbolos supostamente associados a uma facção criminosa rival, os suspeitos passaram a torturar o jovem com agressões físicas e golpes de arma branca.
As vítimas tiveram as mãos amarradas e os olhos vendados. O colega de trabalho de Paulo também sofreu espancamentos e teria tido fraturas nas pernas e nos pés durante o ataque. Depois, os dois foram levados para outro endereço, onde tiveram os celulares tomados e analisados pelos criminosos.
Ainda segundo a investigação, o sobrevivente acabou sendo liberado, enquanto Paulo permaneceu em cárcere privado sob poder do grupo criminoso.
Durante as buscas pelo paradeiro do jovem, policiais civis localizaram o corpo enterrado em uma área de mata na reserva florestal de eucaliptos. A identificação preliminar foi feita pelas roupas e tatuagens da vítima. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os exames no local.
Ainda na noite dessa quinta-feira, o suspeito de 18 anos foi preso durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar. Conforme a Polícia Civil, ele foi apontado como um dos envolvidos diretamente nos crimes investigados.
O jovem foi levado para a Delegacia de Diamantino, onde foi interrogado pelo delegado Anderson Uchida. Ele acabou autuado em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. Além disso, deverá responder em inquérito policial por tortura e homicídio.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar e prender outros envolvidos na morte de Paulo Cristian.
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