Jogos do Brasil na Copa 2026 podem ser suspensos por raios

A Copa do Mundo de 2026 começou oficialmente na quinta-feira (11) e terá um protocolo de segurança rígido que pode paralisar qualquer partida no meio do jogo, independentemente do placar ou do minuto da partida, e afeta diretamento os jogos do Brasil.

MetLife Stadium recebe a estreia do Brasil na Copa 2026 (Foto: Patrick Smith/ FIFA)

O motivo é o clima nas sedes do torneio, disputado em pleno verão nos Estados Unidos, Canadá e México, período marcado por calor extremo, tempestades de verão, raios, chuva intensa e rajadas de vento.

Como os três jogos do Brasil na fase de grupos serão realizados em estádios abertos, a Seleção Brasileira estará diretamente sujeita a esse tipo de interrupção.

Nos Estados Unidos, a regra mais rigorosa envolve a ocorrência de raios. Protocolos de segurança pública adotados no país determinam que eventos esportivos ao ar livre sejam interrompidos sempre que um raio for detectado nas proximidades ou um trovão for ouvido.

Na prática, se um raio atingir uma área em um raio aproximado de 13 quilômetros do estádio, a partida deve ser paralisada imediatamente por, no mínimo, 30 minutos.

Caso um novo raio seja registrado dentro dessa mesma área durante o período de espera, a contagem recomeça do zero. Com isso, uma paralisação inicialmente prevista para meia hora pode ultrapassar uma ou até duas horas, dependendo das condições climáticas.

O protocolo costuma seguir a seguinte sequência:

  • O árbitro recebe o alerta meteorológico e interrompe imediatamente a partida;
  • Jogadores e comissões técnicas deixam o gramado e seguem para os vestiários;
  • Em situações mais graves, o público também pode ser orientado a deixar as arquibancadas;
  • O cronômetro de segurança reinicia a cada novo raio detectado na área de risco;
  • Após a liberação das autoridades, os atletas realizam um novo aquecimento antes da retomada do jogo.

Esse tipo de medida já foi aplicado durante o Mundial de Clubes disputado nos Estados Unidos em 2025. Ao longo da competição, ao menos seis partidas foram interrompidas por condições climáticas adversas em diferentes cidades.

Protocolo que podem afetar Brasil já foi utilizado em 2025
Protocolo que podem afetar Brasil já foi utilizado em 2025 (Foto: Divulgação)

Cinco sedes da Copa possuem estádios com teto retrátil ou clima totalmente controlado: Atlanta, Dallas, Houston, Los Angeles e Vancouver. Nessas arenas, os jogos podem continuar normalmente mesmo durante tempestades do lado de fora.

No entanto, a maioria dos estádios do torneio é aberta ou possui cobertura parcial, sem capacidade de isolar completamente o gramado das condições climáticas.

Jogos do Brasil podem ser afetados

O Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia, e disputará os três jogos da primeira fase em estádios abertos — nenhum deles entre as arenas totalmente cobertas.

Confira a agenda da Seleção Brasileira:

  • Brasil x Marrocos — 13 de junho, no estádio de Nova York/Nova Jersey (MetLife Stadium);
  • Brasil x Haiti — 19 de junho, na Filadélfia, cidade considerada uma das mais propensas a calor intenso e instabilidade climática;
  • Escócia x Brasil — 24 de junho, em Miami, região conhecida pelas tempestades repentinas típicas do verão.

Os três compromissos da Seleção acontecem justamente em cidades e estádios com perfil climático semelhante aos locais que registraram maior número de paralisações durante o Mundial de Clubes.

Calor extremo também preocupa

Além das tempestades, o calor intenso é outro fator que preocupa a organização da Copa do Mundo de 2026. Em algumas cidades-sede, as temperaturas podem ultrapassar os 35°C durante o período das partidas.

A FIFA prevê pausas para hidratação e monitoramento constante das condições climáticas. Dependendo do índice de calor, horários de jogos também poderão ser ajustados para reduzir riscos aos atletas e ao público.

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