O atacante Jesús de Miguel, de 30 anos, morreu nesta terça-feira (3) após sofrer uma grave colisão com um goleiro durante uma partida da segunda divisão do Campeonato Espanhol. O jogador do Tenerife estava internado desde segunda-feira (2), quando sofreu o acidente em campo.
A morte foi confirmada pelo Tenerife, que informou que o atacante morreu às 8h (horário local), no Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria, na Espanha.
O acidente aconteceu durante o confronto entre Tenerife e FC Andorra, no estádio Heliodoro Rodríguez López. Nos acréscimos da partida, De Miguel corria em direção a uma bola longa quando o goleiro Jesús Owono saiu da área para tentar afastá-la. Os dois se chocaram violentamente, e o atacante caiu imóvel no gramado.
Jogadores das duas equipes perceberam a gravidade da situação e pediram atendimento médico imediato. O atacante permaneceu inconsciente e sofreu uma parada cardiorrespiratória, sendo reanimado ainda durante os primeiros socorros.
Diante da gravidade do acidente, a partida foi interrompida definitivamente aos 108 minutos. O goleiro do Andorra recebeu cartão vermelho direto pela jogada.
De Miguel foi retirado do estádio de ambulância e encaminhado ao hospital. Na madrugada desta terça-feira, o Tenerife informou que o estado de saúde do jogador havia piorado, com agravamento do quadro neurológico.
Horas depois, o clube confirmou a morte do atacante e publicou uma nota de pesar, manifestando solidariedade aos familiares, amigos e torcedores.
Polícia investiga morte do jogador
A Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte de Jesús de Miguel.
Segundo o Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Canárias (TSJC), mortes por causas não naturais, incluindo acidentes, precisam passar por investigação judicial.
Especialistas em Direito Desportivo e Penal explicam que uma colisão durante uma partida, mesmo quando provoca consequências fatais, não configura automaticamente um crime.
Isso porque os atletas estão sujeitos a contatos físicos e riscos próprios do futebol. Pela interpretação jurídica apresentada pelos especialistas, uma eventual responsabilização criminal dependeria de provas de que houve uma agressão intencional ou uma conduta violenta fora das situações normais do esporte.
No caso de De Miguel, o choque aconteceu durante uma disputa de bola. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do acidente e verificar se houve alguma conduta que ultrapassou os limites das regras esportivas.
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