Idoso brasileiro é identificado entre vítimas de avião que caiu e pegou fogo em fazenda de Água Boa

Uma das vítimas do acidente em que um avião que caiu e pegou fogo em área rural de Água Boa (MT) foi identificada. Trata-se do brasileiro Vanderlei Sattler, de 65 anos, natural de Montenegro, no estado do Rio Grande do Sul. Os outros dois mortos que seriam de origem paraguaia ainda não foram oficialmente identificados.

Avião de pequeno porte cai em fazenda de Água Boa e três ocupantes morrem carbonizados. – Foto: Reprodução

A confirmação da identidade foi feita por meio de exame de papiloscopia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e foi informada nesta quinta-feira (17) pelo órgão oficial. “Os trabalhos de identificação seguem em andamento”, finaliza a Politec em nota.

O acidente ocorreu no dia 10 deste mês e a aeronave caiu na Fazenda Santa Rita, na região da Pedreira Shalon. O avião pegou fogo na queda e as vítimas tiveram os corpos totalmente carbonizadas, o que dificultou a rápida identificação, que teve de ser feita por meio de exames periciais.

Os corpos dos paraguaios estão na sede da Politec em Cuiabá para realização de exames e promover a logística com os familiares no exterior.

O que se sabe até agora?

Depois que as chamas foram controladas e o local considerado seguro, os militares se aproximaram dos destroços e encontraram três corpos no interior da aeronave. Conforme o relato inicial dos bombeiros, as vítimas aparentavam ser do sexo masculino.

A aeronave foi identificada pelo Corpo de Bombeiros como um Cessna, de prefixo N401NA.

A aeronave de prefixo N401NA é a mesma que foi apreendida em Goiânia, em dezembro de 2017, após a Polícia Federal encontrar inicialmente 67 kg de cocaína escondidos no assoalho. Na ocasião, dois irmãos gêmeos espanhóis foram presos.

Documentos da Justiça Federal referentes ao caso de tráfico também identificam a aeronave pelo mesmo modelo e prefixo.

Aeronave de prefixo N401NA foi apreendida pela Polícia Federal em Goiânia, em 2017, durante investigação de tráfico internacional de drogas. - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Aeronave de prefixo N401NA foi apreendida pela Polícia Federal em Goiânia, em 2017, durante investigação de tráfico internacional de drogas. – Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Em relação ao último voo da aeronave antes da queda na semana passada, levantamentos da Polícia Civil indicam que o avião permanecia em um hangar e estaria sem condições de voo. A origem, o destino e as condições em que o avião decolou estão entre os pontos investigados.

As primeiras diligências apontam que a aeronave havia sido adquirida por um novo proprietário aproximadamente quatro meses antes do acidente.

Segundo a Polícia Civil, o avião não possuía registro perante as autoridades de aviação brasileiras. A situação documental, no entanto, ainda está sendo investigada. A polícia também informou que, até o momento, não encontrou um plano de voo válido relacionado ao deslocamento feito no dia da queda.

Já nesta segunda-feira (14) a Politec confirmou que as vítimas do acidente aéreo seriam um brasileiro e dois paraguaios. O órgão informouq eu fez contato com os parentes das possíveis vítimas, que teriam sido indicadas pela Polícia Civil.

Agora, a polícia investiga se o avião seria utilizado para tráfico internacional de drogas. As investigações apontam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado.

A rota investigada indica que o avião poderia seguir para países vizinhos, possivelmente com destino à Venezuela.

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