Governo monitora 189 denúncias de violência política no país; MS registra ameaças contra aldeia

O Governo Federal acompanha 189 denúncias de violência política, intimidação e discriminação relacionadas às Eleições Gerais de 2026. Entre os registros estão agressões físicas, xenofobia e, principalmente, casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Ministros falaram sobre a importância da presença do Governo Federal nos territórios indígenas. (Foto: Rony Eloy)

Em Mato Grosso do Sul, denúncias de ameaças contra comunidades indígenas motivaram uma mobilização de órgãos federais para proteger os moradores e apurar as ocorrências.

O monitoramento foi realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) até 30 de outubro. Desse total, 10 denúncias recebidas pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) envolvem situações de violência contra indígenas e já foram encaminhadas aos órgãos responsáveis pelas investigações.

Denúncias envolvem diferentes formas de violência

Os 189 registros reunidos pelo MDHC abrangem diferentes situações relacionadas ao período eleitoral em todo o país. Entre os casos estão agressões físicas, manifestações de xenofobia, intimidação e assédio eleitoral no trabalho.

No recorte específico dos povos indígenas, as 10 denúncias recebidas pelo MPI foram encaminhadas para investigação. Em Mato Grosso do Sul, a mobilização inclui o acompanhamento direto das comunidades e a atuação de equipes federais nas aldeias.

Aldeias em MS

As ações federais ocorrem após denúncias de ameaças, racismo e violência contra indígenas no contexto pós-eleitoral, especialmente em comunidades de Mato Grosso do Sul. A gravidade dos relatos levou a uma resposta interministerial, com medidas para verificar as informações, garantir a proteção das comunidades e encaminhar os casos às autoridades responsáveis.

Equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Mato Grosso do Sul foram deslocadas para as aldeias de onde partiram as denúncias. O trabalho inclui a qualificação das informações e o apoio às comunidades.

O Ministério dos Povos Indígenas mantém contato com lideranças indígenas e unidades regionais da Funai. O acompanhamento também envolve o Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (DEMED).

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o Estado deve responder prontamente a ocorrências desse tipo, com apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

“Identificando o que é real, o que procede, apurando responsabilidades, estabelecendo procedimentos adequados para fazer frente a essas questões. O que nós queremos é ser absolutamente rigorosos para que nenhuma dessas práticas possam ocorrer sem a responsabilização”, declarou.

Quem for vítima ou testemunha deve procurar os canais oficiais: a Polícia Militar, pelo 190, em situação de risco imediato; a Polícia Civil, para registro de boletim de ocorrência; o Ministério Público; e o Disque 100 – Disque Direitos Humanos, além da Ouvidoria dos órgãos e da Plataforma Fala BR. A orientação é que as provas, como capturas de tela, áudios, vídeos e contatos de testemunhas, sejam preservadas.

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