Governo lança painel para monitorar agrotóxicos em rios do Brasil

O governo federal lançou, nesta segunda-feira (11), um painel para monitorar a presença de agrotóxicos nos recursos hídricos do país. A ferramenta reúne dados coletados em diferentes bacias hidrográficas brasileiras e mostra informações como pontos de monitoramento, tipos de pesticidas rastreados e frequência de detecção nas águas.

A proposta é ampliar a transparência sobre o tema e facilitar o acesso a dados que possam orientar ações preventivas, políticas públicas e estudos sobre os riscos ambientais e sanitários ligados ao uso de agrotóxicos.

Governo lança painel para monitorar agrotóxicos em rios do Brasil. -Foto: Reprodução

O painel foi desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), dentro do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), com base no monitoramento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Durante o lançamento, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os agrotóxicos estão entre os grandes desafios ambientais e de saúde pública no mundo. Ele destacou que, embora o Brasil seja uma potência agrícola, a produção de alimentos precisa caminhar junto com a proteção das águas, do solo, dos territórios e da saúde humana.

A ferramenta ainda está em fase inicial. Atualmente, 49 tipos de agrotóxicos são monitorados, mas a expectativa é que esse número aumente com a ampliação da cobertura territorial.

Os primeiros dados mostram que já foram realizadas mais de 10 mil análises, com frequência de detecção de 7,2%. O S-Metolacloro foi o agrotóxico mais identificado nas amostras, aparecendo em 69,48% das detecções.

Antes do painel, segundo o governo federal, as informações sobre monitoramento de agrotóxicos estavam dispersas, o que dificultava a análise integrada e a tomada de decisões por gestores públicos. Agora, os dados ficam reunidos em uma plataforma pública, que também traz informações sobre uso da terra, representatividade agrícola e vulnerabilidade ambiental das bacias monitoradas.

Com informações da Agência Brasil.

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